Close Menu
    • Início
    • Sobre
    • Contato
    • Categorias
      • Agronegócio
      • Clima
      • Colunistas
      • Culinária
      • Cultura
      • Direitos Humanos
      • Economia
      • Emprego
      • Editorial
      • Educação
      • Eleições
      • Emprego
      • Ensino
      • Esporte
      • Estado
      • Estradas
      • Geral
      • Humor
      • Justiça
      • Lazer
      • Literatura
      • Meio Ambiente
      • Mistério
      • Mobilidade Urbana
      • Mundo
      • Música
      • Notícias
      • Obras
      • País
      • Polícia
      • Política
      • Previsão do Tempo
      • Qualificação
      • Região
      • Religião
      • Saneamento
      • Saúde
      • Segurança
      • Tecnologia
      • Trânsito
      • Transporte
      • Turismo
    Notícias RS
    • Início
    • Sobre
    • Contato
    • Categorias
      • Agronegócio
      • Clima
      • Colunistas
      • Culinária
      • Cultura
      • Direitos Humanos
      • Economia
      • Emprego
      • Editorial
      • Educação
      • Eleições
      • Emprego
      • Ensino
      • Esporte
      • Estado
      • Estradas
      • Geral
      • Humor
      • Justiça
      • Lazer
      • Literatura
      • Meio Ambiente
      • Mistério
      • Mobilidade Urbana
      • Mundo
      • Música
      • Notícias
      • Obras
      • País
      • Polícia
      • Política
      • Previsão do Tempo
      • Qualificação
      • Região
      • Religião
      • Saneamento
      • Saúde
      • Segurança
      • Tecnologia
      • Trânsito
      • Transporte
      • Turismo
    Facebook Instagram YouTube
    Notícias RS
    Início » O PAÍS QUE ESQUECE DE SI MESMO
    Colunistas

    O PAÍS QUE ESQUECE DE SI MESMO

    Fernando KopperFernando Kopper9 de março de 202604 Mins Read10

    Por: João Victor C. dos Santos, estudante de ciência política e história. Fundador e líder do grupo Barões da Restauração. Mantenedor do site Brumas do Passado.

    Desde que mudei de cidade, partindo morar numa região mais populosa e ativa economicamente, tenho observado e aprendido bastante sobre nossa capacidade de ser e produzir nesse país. Um aspecto que tem me chamado particular atenção é o valor que a cultura recebe em algumas cidades e/ou governos, se comparado a outros locais.

    Até o momento em que escrevo este artigo, desde que mudei de cidade há 2 meses, já participei de ao menos 3 espetáculos, e visitei vários locais que, várias vezes por semana, tem apresentações, encontros ou eventos para todos os tipos de gostos culturais. E apesar disso, muitos ainda falam que é pouco o que se investe, quem me dera se 10% disso fosse comum aos outros municípios. Isso nos faz refletir sobre a forma como a alma da sociedade brasileira está sendo formada e/ou protegida; afinal a cultura é o cerne de qualquer civilização ou sociedade, seja ela traduzida na música, literatura, teatro etc.

    A palavra “cultura” se tornou tão polarizada quanto o próprio país. Usada muitas vezes em campanhas e propostas políticas, em geral há um antagonismo claro em cada parlamentar ou governante sobre a validade ou utilidade de se pautar cultura. E vemos esse reflexo na população geral, que ao mesmo tempo lamenta o Incêndio do Museu Nacional e desdenha da iniciativa de um historiador em restaurar os túmulos de grandes escritores brasileiros. Às vezes me pergunto se regredimos como sociedade, porque não parece que avançamos muito se comparado à outros momentos da nossa história.

    É importante perceber como essa negligência cultural não nasce do nada. Ela é fruto de décadas de uma relação ambígua do Brasil com sua própria memória. Somos um país que celebra o novo sempre com entusiasmo, mas que trata o antigo como um peso morto, como se tivéssemos que começar tudo do zero a cada nova geração, tratando a história como um incômodo e não um patrimônio.

    Qual a consequência dessa atitude? A cultura tratada como supérflua, distante e até elitizada e inacessível, dependendo do caso. Mas isso não acontece porque a cultura seja naturalmente assim, e sim porque ela foi deixada à própria sorte. Onde não há investimento, não há continuidade; onde não há continuidade, não há pertencimento, e sem pertencimento não existe identidade ou memória.

    Talvez seja por isso que me impressionei tanto com uma região que dá mais valor e espaço a atividade cultural: não porque são espetáculos grandiosos ou porque capta celebridades, mas porque existe uma sensação de que a vida comum deve ter algo maior do que o cotidiano de trabalho ou descanso. Quando a cultura é mantida viva, ela nos dá um senso de coletividade, que nos lembra que não somos isolados no tempo e espaço, mas que fazemos parte de uma narrativa que começou antes de nós e continuará depois.

    Não se trata apenas de ter teatros, museus ou centros culturais, trata-se de entender que a cultura é um serviço essencial, tão estruturante quanto saúde e educação. Sem ela, perdemos a capacidade de imaginar, de interpretar o mundo e de nos reconhecer como sociedade. No fim das contas, talvez o grande desafio do Brasil seja esse: não apenas financiar a cultura, mas reconhecer-se nela.

    Enquanto tratarmos nossos museus como depósitos, nossos artistas como supérfluos e nossa memória como um luxo, continuaremos condenados a repetir a sensação de que estamos sempre começando do zero. Cultura não é um mero ornamento: é infraestrutura emocional, intelectual e simbólica de um povo.
    Porque um país que não cuida da própria cultura não perde apenas seu passado; perde também qualquer possibilidade real de futuro.

    Fernando Kopper

    Assuntos Relacionados

    Colunistas

    SAFRA DE INVERNO: A CONTA QUE PREOCUPA ANTES MESMO DA COLHEITA

    24 de setembro de 2026
    Colunistas

    Editorial: O Supremo pode transformar a República em uma republiqueta

    11 de setembro de 2026
    Colunistas

    INDEPENDÊNCIA OU MORTE: 204 ANOS DO BRASIL INDEPENDENTE

    7 de setembro de 2026
    Colunistas

    3 DE SETEMBRO DE 1920 — O FIM DO BANIMENTO DA FAMÍLIA IMPERIAL

    4 de setembro de 2026
    Colunistas

    De Panambi para a Coreia do Norte com a camisa do Grêmio

    28 de agosto de 2026
    Colunistas

    GOVERNO LULA AUTORIZA A DEVOLUÇÃO DO CANHÃO “EL CRISTIANO”, CAPTURADO PELO BRASIL NA GUERRA DO PARAGUAI

    19 de agosto de 2026
    Últimas Notícias

    Inter amplia promoção de ingressos para enfrentar o Botafogo e busca apoio da torcida no Beira-Rio

    19 de outubro de 2026

    Cruz Alta está entre os trechos ferroviários que poderão ser reativados com participação privada

    19 de outubro de 2026

    22 municípios do Rio Grande do Sul recebem novas ambulâncias do Samu e unidades odontológicas móveis

    19 de outubro de 2026

    Cruz Alta recebe final do Circuito Sesc de Corridas 2026 com presença de medalhista olímpico

    19 de outubro de 2026
    Todos direitos reservados NotíciasRS © 2026
    • Início
    • Política de Privacidade
    • Quem Somos
    • Termos de Uso
    • Contato

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.