As lavouras de canola no Rio Grande do Sul seguem com desenvolvimento satisfatório e apresentam potencial produtivo dentro das expectativas iniciais para a safra 2025/2026. A avaliação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (9).
De acordo com o levantamento, a maior parte das áreas encontra-se em estágio de desenvolvimento vegetativo, enquanto as lavouras implantadas mais cedo começam a entrar na fase reprodutiva, com o início do florescimento. A diferença entre os estágios das plantas é reflexo do amplo período de semeadura registrado nesta safra.
Segundo a Emater, as baixas temperaturas e as geadas de fraca intensidade ocorridas nos últimos dias não provocaram prejuízos significativos, causando apenas impactos pontuais em áreas mais sensíveis.
As condições climáticas, no entanto, dificultaram parte dos tratos culturais. A elevada umidade do solo, aliada à baixa incidência de radiação solar, reduziu o ritmo de crescimento das plantas e limitou operações como a adubação nitrogenada em cobertura e o controle de plantas daninhas.
Apesar disso, a sanidade das lavouras é considerada boa, sem registros expressivos de pragas ou doenças. A Emater ressalta, porém, que a elevada umidade exige monitoramento constante, principalmente com a aproximação do período de floração, quando aumenta o risco de ocorrência de doenças fúngicas.
A área cultivada com canola no Estado está estimada em 353.397 hectares, com produtividade média projetada de 1.619 quilos por hectare.
Em relação à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos está em R$ 130,00 nas regiões de Ijuí e Santa Maria e em R$ 128,37 na região de Santa Rosa.
Nas diferentes regiões do Estado, o cenário permanece favorável. Em Bagé, as lavouras apresentam desenvolvimento dentro do esperado, com exceção de áreas isoladas que registraram falhas no estande devido às condições de implantação. As geadas causaram danos apenas em cultivos semeados mais tardiamente, ainda em fase de plântula.
Na região de São Borja, as primeiras áreas semeadas já iniciaram o florescimento, considerado o período de maior sensibilidade às geadas. No entanto, a baixa intensidade do frio registrado no início de julho não deve comprometer a produtividade.
Na região de Ijuí, os cultivos apresentam ampla variação entre o estágio de roseta e o início da floração, que já ocorre em cerca de 5% das áreas. A Emater destaca que as plantas estão vigorosas e com excelente potencial produtivo.
Em Santa Maria, o excesso de umidade dificultou a aplicação de herbicidas e fertilizantes, reduzindo temporariamente o ritmo de desenvolvimento das lavouras.
Já na região de Santa Rosa, seguem as aplicações de adubação nitrogenada nas áreas implantadas mais tarde. Nas lavouras semeadas em maio, já é possível observar o início da floração em plantas isoladas, marcando a entrada gradual da cultura na fase reprodutiva.
Embora a baixa luminosidade ainda não tenha causado prejuízos, técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos dessa condição durante o florescimento, especialmente sobre a polinização e a formação dos grãos.
De forma geral, a Emater avalia que o bom estabelecimento das lavouras, aliado às condições sanitárias favoráveis, mantém uma perspectiva positiva para a produtividade da canola no Rio Grande do Sul nesta safra.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
