Entrou em vigor no Rio Grande do Sul o período obrigatório do vazio sanitário da soja, medida de defesa vegetal destinada ao controle da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura. A determinação teve início na última sexta-feira (3) e segue até o dia 30 de setembro, totalizando 90 dias em que é proibida a presença de plantas vivas de soja nas áreas produtivas.
A medida é regulamentada pela Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e tem como principal objetivo interromper o ciclo de sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática durante a entressafra. Com a ausência de plantas hospedeiras, reduz-se a quantidade de esporos presentes no ambiente, diminuindo a incidência da doença na safra seguinte.
Durante o período do vazio sanitário, produtores rurais não podem cultivar nem manter plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias, conhecidas como “tigueras”, que devem ser eliminadas para garantir a eficácia da medida.
A ferrugem asiática está entre as principais ameaças à cultura da soja e pode causar perdas de produtividade de até 90% em situações de alta incidência da doença e manejo inadequado. Além da redução na produção, o problema também eleva os custos com aplicações de fungicidas e compromete a rentabilidade das lavouras.
Encerrado o vazio sanitário, os produtores deverão respeitar o calendário oficial de semeadura da soja no Estado, que começa em 1º de outubro e se estende até 28 de janeiro. O escalonamento do plantio faz parte da estratégia de manejo da doença, contribuindo para reduzir a pressão da ferrugem asiática e minimizar o risco de desenvolvimento de resistência do fungo aos fungicidas.
As autoridades reforçam que o cumprimento do vazio sanitário é fundamental para preservar a sanidade das lavouras, garantir maior eficiência no controle da doença e proteger a produtividade da principal cultura agrícola do Rio Grande do Sul.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
