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    Início » Federarroz considera Plano Safra 2026/2027 insuficiente e cobra juros menores e solução para endividamento
    Agronegócio

    Federarroz considera Plano Safra 2026/2027 insuficiente e cobra juros menores e solução para endividamento

    Fernando KopperFernando Kopper1 de julho de 202602 Mins Read8

    O Governo Federal anunciou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, destinando R$ 525,1 bilhões para o financiamento da agricultura empresarial. O montante representa um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior, que contou com R$ 516,2 bilhões. Apesar do aumento nos recursos disponíveis, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avalia que as medidas ainda estão aquém das necessidades do setor.

    Do total anunciado, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização da produção, enquanto R$ 140,2 bilhões serão aplicados em investimentos. Em comparação com a safra anterior, houve uma redução de R$ 29,8 bilhões nos recursos voltados ao custeio e à comercialização, enquanto os investimentos cresceram R$ 38,7 bilhões.

    Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o setor esperava condições mais favoráveis, especialmente em relação às taxas de juros para o crédito rural.

    Segundo ele, o volume de recursos ficou abaixo das expectativas dos produtores, que também defendiam juros inferiores a dois dígitos. Conforme anunciado pelo governo, a taxa para a agricultura empresarial será de 12,5% ao ano.

    Além das condições de financiamento, a entidade afirma que aguarda detalhes sobre a operacionalização das linhas de crédito e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado fundamental para garantir segurança à atividade agrícola diante dos riscos climáticos.

    Outro ponto de preocupação é a capacidade das instituições financeiras em captar recursos suficientes para atender toda a demanda por crédito, especialmente em um cenário de juros elevados e restrições econômicas.

    A Federarroz também reforçou a necessidade de uma solução para o elevado endividamento dos produtores rurais. De acordo com Denis Dias Nunes, a definição sobre o Projeto de Lei nº 5.122 e as medidas que poderão ser adotadas pelo Governo Federal para renegociação das dívidas serão decisivas para que muitos arrozeiros consigam acessar as linhas de financiamento do novo Plano Safra.

    Segundo o dirigente, sem uma alternativa para regularizar a situação financeira de parte dos produtores, muitos poderão ficar impedidos de contratar crédito rural, comprometendo o planejamento e a produção da próxima safra.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper

    Fernando Kopper

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