A colheita do milho da safra 2025/2026 está tecnicamente encerrada no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas áreas residuais, concentradas principalmente na Metade Sul do Estado, que representam menos de 1% da área cultivada.
A produtividade média foi reestimada em 7.362 quilos por hectare, resultado praticamente estável em relação à projeção inicial de 7.376 quilos por hectare elaborada antes do plantio. A área cultivada no Estado alcançou 812.540 hectares.
Na região administrativa de Bagé, a colheita avançou lentamente devido ao predomínio de lavouras tardias conduzidas por agricultores familiares. Ainda restam cerca de 1.500 hectares a serem colhidos, o equivalente a 2,65% da área regional. Segundo a Emater, as geadas registradas no início do período favoreceram a perda de umidade dos grãos em lavouras que já haviam concluído o ciclo produtivo, facilitando a colheita e o armazenamento.
Na região de Pelotas, os trabalhos seguiram até o dia 17 de junho, quando as chuvas interromperam as atividades. Após as precipitações, o aumento da umidade nas plantas e nas espigas, aliado às condições inadequadas de tráfego nas lavouras, dificultou a retomada da colheita.
Já na região administrativa de Soledade, aproximadamente 95% da área cultivada já foi colhida. As áreas remanescentes estão distribuídas entre os estádios de maturação fisiológica, que correspondem a 3% da área, e maturação para colheita, representando os 2% restantes.
No mercado, a pesquisa semanal da Emater/RS-Ascar apontou leve valorização no preço pago ao produtor. A cotação média da saca de 60 quilos passou de R$ 58,91 para R$ 59,11, registrando alta de 0,34% em relação ao levantamento anterior.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Agrolink
