O Tribunal do Júri da Comarca de Cruz Alta condenou, nesta terça-feira (23), o homem acusado de assassinar a companheira, Jéssica Alf Pereira, de 33 anos, a uma pena de 105 anos de reclusão em regime fechado. O julgamento durou cerca de 10 horas e encerrou um dos casos de maior repercussão registrados no município nos últimos anos, especialmente pelo fato de a vítima estar grávida no momento do crime.
Após a decisão, Rosiele Alf, irmã de Jéssica, afirmou que a condenação representa um alívio diante da dor da perda. Segundo ela, embora nenhuma sentença possa trazer a vítima de volta, a punição aplicada demonstra que a Justiça foi feita. Rosiele também agradeceu às autoridades envolvidas na investigação e no julgamento, destacando a atuação da promotora Amanda Giovanaz, e ressaltou a importância de que o caso sirva de alerta para o combate à violência contra a mulher.
Relembre o caso
O corpo de Jéssica Alf Pereira foi encontrado no dia 13 de novembro de 2024, no banheiro da residência onde morava, no bairro Abegay, em Cruz Alta. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
Inicialmente, o companheiro da vítima procurou a polícia para comunicar o desaparecimento de Jéssica e relatou que homens armados teriam invadido a casa para cobrar supostas dívidas ligadas ao tráfico de drogas. Conforme sua versão, o grupo teria ameaçado o casal de morte e ele conseguiu fugir do local.
No entanto, durante a investigação, a Polícia Civil identificou diversas contradições no depoimento e reuniu elementos que apontaram o próprio companheiro como autor do feminicídio. Preso preventivamente, ele acabou confessando o crime durante interrogatório.
Desde então, o acusado permaneceu recolhido no Presídio Estadual de Cruz Alta. Com a condenação definida pelo Tribunal do Júri, ele seguirá cumprindo a pena de 105 anos de prisão em regime fechado.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
