O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura de Micael Willian Ross Ortiz, um dos quatro réus acusados pela morte da jovem Paula Perin Portes, assassinada em Soledade, em junho de 2020. Ele estava preso preventivamente desde o mês do crime e passará a responder ao processo em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
A decisão foi concedida em habeas corpus apresentado pelos advogados Marcos Zanuzo e Marco Mejia. A defesa alegou excesso de prazo na prisão preventiva, argumentando que o julgamento pelo Tribunal do Júri foi adiado em três oportunidades.
Além de Micael, também respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver os réus Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva e João Albino Abegg dos Santos.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, Paula Perin Portes foi atraída para um encontro na noite de 10 de junho de 2020, morta por asfixia e teve o corpo ocultado em uma área de mata no interior de Soledade. Conforme o inquérito, o crime teria sido motivado pelo fato de a jovem possuir informações que poderiam comprometer integrantes de uma organização criminosa que atuava no município.
O caso teve grande repercussão em todo o Rio Grande do Sul. Paula desapareceu após sair para encontrar Micael Ortiz, com quem mantinha contato por aplicativos de mensagens. Cerca de dois meses depois, seu corpo foi localizado enterrado em uma área de difícil acesso na localidade de Rincão do Bugre.
A Polícia Civil concluiu que o homicídio foi premeditado e indiciou cinco pessoas. Posteriormente, quatro delas passaram a responder judicialmente pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O júri popular, que estava inicialmente marcado para abril de 2026, foi suspenso por decisão judicial após recurso apresentado pelo Ministério Público ao STJ. Desde então, o processo aguarda a definição de uma nova data para julgamento.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Rádio Uirapuru
