Um homem foi condenado pela Justiça a 13 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, por envolvimento no esquema de adulteração de leite investigado na primeira fase da Operação Leite Compen$ado, deflagrada em 2013 no Rio Grande do Sul.
Segundo as investigações, o leite cru transportado para as indústrias recebia água com o objetivo de aumentar artificialmente o volume do produto e, consequentemente, o lucro obtido com a comercialização. Posteriormente, substâncias químicas eram adicionadas para tentar mascarar a fraude durante os testes de qualidade.
Na primeira fase da operação, os investigadores identificaram a utilização de ureia contendo formol. A substância era empregada para compensar alterações provocadas pela adição de água e dificultar a detecção da adulteração.
Análises realizadas na época confirmaram a presença de formol em lotes de leite que chegaram ao mercado.
A Operação Leite Compen$ado revelou um esquema de adulteração envolvendo o transporte de leite cru. Na primeira etapa, cinco empresas transportadoras foram investigadas. A estimativa era de que aproximadamente 100 milhões de litros de leite tivessem sido movimentados entre abril de 2012 e maio de 2013.
Ao longo dos anos, a operação teve novos desdobramentos e alcançou transportadores, empresários e outros envolvidos na cadeia produtiva do leite, resultando em diferentes ações judiciais relacionadas às fraudes.
Apesar da condenação, a decisão permite que o réu recorra em liberdade.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: SB Comunicações
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