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    Início » Psiquiatra afirma em júri que Jairinho tinha “prazer em infligir dor em crianças” no caso Henry Borel
    Justiça

    Psiquiatra afirma em júri que Jairinho tinha “prazer em infligir dor em crianças” no caso Henry Borel

    Fernando KopperFernando Kopper27 de maio de 202602 Mins Read1

    O psiquiatra Rafael Bernardon afirmou nesta quarta-feira (27), durante o julgamento sobre a morte do menino Henry Borel, que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior apresentava um padrão de “infligir dor em crianças”.

    O júri de Jairinho e de Monique Medeiros entrou no terceiro dia de depoimentos no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Central do Rio, após uma sessão que ultrapassou dez horas nesta terça-feira (26), com apenas duas testemunhas ouvidas.

    Durante o depoimento, Bernardon reforçou a tese apresentada em parecer anexado ao processo, no qual aponta que Jairinho possui perfil “egocêntrico, narcisista e sádico”. Segundo o psiquiatra, o ex-parlamentar demonstrava prazer nos atos de violência praticados contra ex-companheiras e filhos delas.

    “Há um padrão de abuso infantil por parte do réu, um padrão de prazer em infligir dor em crianças”, declarou o psiquiatra durante questionamentos do Ministério Público.

    Bernardon também afirmou que sua avaliação possui caráter subjetivo. “Embora seja uma análise subjetiva minha, eu tive essa percepção e interpretação”, disse.

    Em determinado momento da audiência, Jairinho interrompeu a fala do especialista para afirmar que a declaração representava apenas uma interpretação do psiquiatra.

    A defesa do ex-vereador pretende contestar o parecer apresentado pela acusação com uma perícia independente elaborada pelo psiquiatra Hewdy Lobo, conhecido por atuar em casos de repercussão nacional envolvendo Suzane von Richthofen e Flordelis.

    Além de Bernardon, o julgamento prevê os depoimentos do perito Luís Carlos Leal Prestes e da médica Maria Cristina de Souza Azevedo. No segundo dia de sessão, foram ouvidos apenas os delegados Edson Henrique Damasceno e Ana Carolina Medeiros.

    Durante a audiência, a juíza Elizabeth Machado Louro advertiu a defesa de Jairinho pelo tempo gasto na oitiva das testemunhas e afirmou que, mantido o ritmo atual, o julgamento poderia se estender por até um mês.

    “Parece que estou em universo paralelo, uma hora dessas e vocês discutindo máxima importância?”, criticou a magistrada.

    Ao todo, 27 testemunhas de acusação e defesa devem ser ouvidas no julgamento, cuja expectativa é de duração entre cinco e sete dias no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fonte: Correio do Povo

    Fernando Kopper

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