A 26ª edição da abertura oficial da safra estadual de citros será realizada nesta sexta-feira (29), na localidade de Fortaleza, no interior de Montenegro, no Vale do Caí. A solenidade está marcada para as 14h, na propriedade da família Kehl, reunindo agricultores, técnicos, lideranças do setor e autoridades estaduais para marcar o início da colheita de 2026.
Entre as presenças confirmadas está o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, além de representantes ligados à cadeia produtiva da citricultura gaúcha.
A expectativa para a safra deste ano é positiva. Conforme projeção da Emater, a citricultura no Rio Grande do Sul deve manter estabilidade produtiva e boa qualidade dos frutos, favorecida pelas condições climáticas registradas ao longo do ciclo. O inverno e o verão foram considerados favoráveis ao desenvolvimento dos pomares, com chuvas regulares e manejo técnico adequado, fatores que contribuíram para uma florada equilibrada.
Na cultura da bergamota, a previsão é de produtividade próxima da média histórica, em torno de 17 toneladas por hectare. Já a laranja, cuja colheita já começou em algumas regiões, apresenta expectativa de produção superior à registrada no ano passado, quando a média foi de 20 toneladas por hectare, permanecendo dentro de um padrão considerado normal para a atividade.
O limão também mantém cenário de regularidade, com estimativa entre 16 e 17 toneladas por hectare, reforçando o desempenho estável da cultura no Estado.
Os números da safra passada reforçam a importância econômica da citricultura gaúcha. Na produção de laranja, os 20 principais municípios produtores somaram área de 15.422,73 hectares, alcançando produtividade média de 20,85 toneladas por hectare e produção total de 321,4 mil toneladas. Entre os destaques estiveram Itatiba do Sul, Liberato Salzano e Alpestre.
O limão teve 1.105,29 hectares cultivados, produtividade média de 16,74 toneladas por hectare e produção de 18,5 mil toneladas, concentradas principalmente em Harmonia e São Sebastião do Caí.
Já a bergamota manteve forte presença na produção estadual, com 9.393,04 hectares cultivados, produtividade média de 17,60 toneladas por hectare e produção de 165,2 mil toneladas. Montenegro liderou a produção, respondendo sozinha por cerca de 60 mil toneladas.
Os dados reforçam a relevância da citricultura para a economia regional e ajudam a contextualizar a expectativa de manutenção da normalidade produtiva e da qualidade dos frutos na safra de 2026.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
