A colheita da soja está próxima do encerramento no Rio Grande do Sul. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, restam apenas pequenas áreas de segunda safra implantadas após o milho precoce e alguns talhões semeados tardiamente, com baixa representatividade no total cultivado.
As condições meteorológicas permitiram a colheita da maior parte das lavouras maduras. No entanto, a elevada umidade relativa do ar, associada à ocorrência frequente de neblina e à menor incidência de sol, retardou a perda de umidade dos grãos e limitou o avanço das operações em algumas áreas.
Nas lavouras tardias e de safrinha, a Emater/RS-Ascar observou redução do potencial produtivo devido ao aumento da incidência de doenças foliares, principalmente oídio e ferrugem. Com o encerramento da safra, os produtores intensificam as atividades de pós-colheita, como correção da fertilidade do solo, recuperação de áreas afetadas por erosão, classificação dos grãos para armazenamento e implantação de pastagens e coberturas de inverno.
A produtividade média estadual está estimada em 2.871 quilos por hectare, enquanto a área cultivada alcançou 6.624.988 hectares. Uma nova avaliação de produtividade está em andamento e deverá ser divulgada nos próximos boletins. Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Maria e Soledade, a colheita já foi concluída.
Na região de Bagé, os trabalhos estão em fase final. Dos 1.027.050 hectares cultivados, restam aproximadamente 10 mil hectares localizados em municípios como São Borja, Itaqui, Alegrete, São Gabriel, Dom Pedrito e Lavras do Sul. As áreas remanescentes são compostas por lavouras de safrinha e cultivos tardios em fase de maturação.
Em Aceguá, a produtividade média alcançou 2.160 quilos por hectare, diante de uma estimativa inicial de 2.200 quilos. Em Bagé, a produtividade final ficou em 2.100 quilos por hectare, resultado 12% inferior ao potencial inicialmente projetado. Em Candiota, a estiagem durante a floração e o enchimento dos grãos reduziu a produtividade média para 1.800 quilos por hectare, abaixo da expectativa inicial de 2.319 quilos.
Em Manoel Viana, a quebra estimada em 40% consolidou a quinta safra consecutiva com resultados inferiores ao esperado. Após a colheita, avança a implantação de pastagens de inverno e de plantas de cobertura.
Na região de Ijuí, mais de 99% da área cultivada já foi colhida, com rendimento médio de 3.060 quilos por hectare. As lavouras de safrinha seguem apresentando redução de produtividade devido ao aumento da incidência de oídio e ferrugem.
A elevada umidade dos grãos também tem restringido o acesso das colhedoras às áreas remanescentes e limitado operações de sistematização do solo, além da aplicação de corretivos e fertilizantes destinados às culturas subsequentes. Em áreas atingidas por erosão, produtores realizam a reposição da fertilidade com corretivos minerais e orgânicos.
Na região de Pelotas, a colheita alcançou 99% da área cultivada. Conforme a Emater/RS-Ascar, as condições de trafegabilidade foram adequadas, apesar das chuvas pontuais registradas em alguns municípios. O percentual restante encontra-se em fase de maturação, e a produtividade média regional está estimada em 2.800 quilos por hectare.
Em Santa Rosa, a colheita está praticamente concluída tanto nas lavouras da safra principal quanto nas áreas de safrinha. Permanecem apenas áreas implantadas tardiamente, equivalentes a cerca de 1% da área cultivada. A combinação de chuvas, dias mais curtos e ocorrência frequente de nevoeiro dificultou a retirada dessas lavouras remanescentes.
A Emater/RS-Ascar informa ainda que os produtores intensificam a classificação dos grãos nas propriedades, especialmente daqueles destinados ao armazenamento para utilização como sementes na próxima safra.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
