O excesso de umidade no solo limitou o avanço do plantio de trigo no Rio Grande do Sul ao longo da semana, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta sexta-feira pela Emater/RS-Ascar. A estimativa é de que a cultura ocupe 814.220 hectares nesta safra, com 98% das lavouras em desenvolvimento vegetativo e os 2% restantes já na fase de floração.
Segundo a Emater/RS-Ascar, a primeira metade da semana foi marcada por condições climáticas típicas de um período de El Niño, com elevada umidade, baixa luminosidade, nebulosidade persistente e temperaturas acima da média. As maiores precipitações ocorreram na região Noroeste do Estado, mantendo o solo encharcado e dificultando os trabalhos no campo.
Na região de Santa Rosa, técnicos da entidade registraram erosão, enxurradas e encharcamento temporário em diversas propriedades, ocasionando perdas significativas de solo e nutrientes. As áreas que já haviam recebido adubação nitrogenada em cobertura apresentam maior risco de perdas por lixiviação e escoamento superficial, o que pode comprometer a disponibilidade de nutrientes para as plantas nas próximas fases do desenvolvimento da cultura.
A canola, por outro lado, apresentou boa evolução e avançou para a fase de floração. No entanto, a alta umidade favoreceu o aumento da incidência de doenças, como a canela-preta, exigindo manejo adequado para evitar redução no potencial produtivo. Também foi realizada a adubação em cobertura nas lavouras mais tardias, onde as condições de umidade do solo permitiram a operação.
A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul está estimada em 353.397 hectares, com produtividade média projetada de 1.619 quilos por hectare.
Para a próxima semana, a Emater/RS-Ascar prevê a manutenção da instabilidade na maior parte das regiões do Estado, com novas ocorrências de chuva que poderão continuar influenciando o desenvolvimento das culturas de inverno.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
