As lavouras de trigo avançam principalmente pelas fases de floração e enchimento de grãos no Rio Grande do Sul. As geadas registradas no fim do período, porém, podem ter provocado danos em áreas que já estavam em fase reprodutiva. Segundo dados da Emater/RS-Ascar, a avaliação dos possíveis impactos ainda será realizada, mas o potencial produtivo da safra permanece satisfatório.
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, 39% das lavouras estão em floração e 33% encontram-se na fase de enchimento de grãos. Outros 2% das áreas já alcançaram a maturação.
As condições de radiação solar e as temperaturas mais amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas e o andamento dos trabalhos no campo. Nesse cenário, os produtores conseguiram realizar a adubação nitrogenada e avançar nos tratamentos fitossanitários, principalmente para o controle de doenças fúngicas, que exigem atenção durante o ciclo da cultura.
A ocorrência de geadas no final do período trouxe preocupação para as lavouras que estavam em fases reprodutivas. Conforme a Emater/RS-Ascar, os possíveis danos ainda serão avaliados para determinar se houve impacto sobre o potencial produtivo.
Já as áreas que permaneciam em desenvolvimento vegetativo não apresentam perspectiva de danos provocados pelas geadas. A situação é observada, por exemplo, nos Campos de Cima da Serra.
Para a Safra 2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 814.220 hectares de trigo no Rio Grande do Sul, com produtividade média estimada em 2.701 quilos por hectare.
O estágio atual mostra que a maior parte das lavouras ainda está entre a floração e o enchimento de grãos, enquanto uma parcela menor começa a entrar na maturação. A avaliação dos efeitos das geadas será fundamental para confirmar se houve alteração na expectativa inicial de produtividade da safra.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
