A oferta de trigo de melhor qualidade continua limitada no mercado brasileiro, mesmo com o avanço da colheita e a redução das importações em agosto. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação entre a menor disponibilidade do cereal, a expectativa de redução da produção e a valorização das cotações internacionais mantém os preços firmes no País.
A queda nas compras externas ocorreu justamente em um período de maior entrada da nova safra no mercado doméstico. Apesar disso, a disponibilidade de lotes com qualidade superior permanece restrita, contribuindo para a sustentação das cotações.
Pesquisadores do Cepea apontam que as perspectivas de menor produção no Brasil e no mercado internacional continuam influenciando as negociações. A valorização do trigo no exterior também reforça esse cenário, somando-se à oferta limitada no mercado spot brasileiro.
A pressão sobre a disponibilidade do cereal também se reflete nos derivados. Conforme o Cepea, os preços desses produtos permanecem sustentados diante da menor oferta de trigo de melhor qualidade.
Nas lavouras, a colheita segue avançando em diferentes estados produtores. Mesmo com o progresso dos trabalhos no campo e a entrada gradual da nova safra, o mercado permanece sustentado pela oferta restrita de trigo de qualidade superior e pelas expectativas de menor produção.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
