Produtores do Rio Grande do Sul poderão antecipar o plantio da soja nesta safra, mas a semeadura antes do período convencional dependerá de autorização da Secretaria Estadual da Agricultura. A possibilidade está disponível desde a última segunda-feira (15).
A mudança ocorre após, no ano passado, o cultivo ter sido autorizado somente a partir de 1º de outubro. Segundo a Secretaria Estadual da Agricultura, a flexibilização considera as dificuldades enfrentadas pelos produtores no estabelecimento das lavouras nas últimas safras em razão das condições climáticas, especialmente na região de Santa Rosa.
A antecipação também está relacionada aos cuidados fitossanitários com a ferrugem-asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e considerada uma das principais ameaças à cultura da soja. O desenvolvimento do fungo é favorecido por temperaturas elevadas e alta umidade.
O produtor interessado em antecipar a semeadura deverá encaminhar uma solicitação à Secretaria Estadual da Agricultura e apresentar um plano específico para o manejo da doença. O formulário necessário está disponível no site da pasta.
O plano deverá apresentar as estratégias de manejo integrado previstas para a área. Entre as medidas estão a rotação dos mecanismos de ação dos fungicidas, a utilização de produtos multissítios e a alternância de ingredientes ativos. A recomendação é que o planejamento seja elaborado, preferencialmente, com acompanhamento de um responsável técnico.
As prescrições utilizadas no controle da ferrugem-asiática e os receituários agronômicos relacionados ao manejo da doença deverão ser preservados pelo produtor pelo período de até dois anos.
A Secretaria Estadual da Agricultura também alerta para uma condição importante relacionada à antecipação. As áreas semeadas antes do período convencional não terão cobertura do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Dessa forma, eventuais perdas ou sinistros registrados nessas lavouras não estarão amparados pelo programa.
O produtor que optar pela antecipação deverá considerar, portanto, as exigências relacionadas ao manejo fitossanitário e a ausência de cobertura do Proagro antes de iniciar a implantação da lavoura.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Agrolink
