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    Início » Plantio de milho alcança 54% da área prevista no Rio Grande do Sul
    Agronegócio

    Plantio de milho alcança 54% da área prevista no Rio Grande do Sul

    Fernando KopperFernando Kopper16 de setembro de 202604 Mins Read2

    O plantio de milho avançou no Rio Grande do Sul e alcançou 54% da área prevista para a safra, favorecido pelas condições climáticas em boa parte do Estado. Ao mesmo tempo, o frio intenso e as geadas registradas no fim do período provocaram danos pontuais em algumas lavouras e exigem acompanhamento dos produtores.

    Segundo dados da Emater/RS-Ascar, a área estimada para o cultivo de milho é de 896.401 hectares, com produtividade projetada em 7.711 quilos por hectare e produção de aproximadamente 6,91 milhões de toneladas.

    Além da semeadura, os produtores avançaram no manejo das lavouras, com aplicações de herbicidas e inseticidas. A incidência da cigarrinha aumentou em algumas regiões, exigindo atenção devido ao potencial de transmissão de enfezamentos e viroses desde as primeiras fases de desenvolvimento das plantas.

    Na região de Bagé, a estimativa é de 63.682 hectares cultivados. Em Manoel Viana, a semeadura ocorre em ritmo acelerado, buscando compensar o atraso provocado pelo excesso de chuvas registrado nas semanas anteriores. Aplicações de herbicidas estão em andamento e algumas áreas apresentam maior presença de cigarrinhas.

    As geadas também estão sendo monitoradas. De maneira geral, a expectativa é de danos limitados nas regiões onde o plantio está mais avançado, principalmente porque grande parte das lavouras ainda se encontra em estágios iniciais de desenvolvimento. Mesmo assim, as baixas temperaturas podem atrasar a germinação e a emergência, além de comprometer a uniformidade do estande nas áreas semeadas mais recentemente.

    Na região de Caxias do Sul, a estimativa é de 96.052 hectares de milho. Os produtores iniciaram o preparo do solo, incluindo a dessecação, enquanto aguardam condições mais favoráveis de temperatura para o início da semeadura.

    Em Erechim, são projetados 44.915 hectares. Cerca de 60% da área já havia sido implantada, principalmente nas proximidades das costas de rios. A elevada umidade do solo, porém, atrasou o avanço das operações e continua sendo um dos principais fatores de limitação.

    Na região de Ijuí, a semeadura foi retomada em 4 de setembro, quando a umidade do solo apresentou condições adequadas. Os trabalhos avançaram até o dia 8, quando 88% da área projetada já havia sido implantada. As lavouras semeadas entre 25 e 30 de agosto apresentaram emergência uniforme e desenvolvimento inicial rápido, enquanto as áreas implantadas no início de agosto receberam adubação nitrogenada em cobertura.

    A geada registrada em 7 de setembro provocou queimaduras nas folhas em áreas de relevo mais baixo. Os danos variaram entre lesões na parte superior das folhas e morte de algumas plantas. O monitoramento da cigarrinha também apontou maior captura de insetos em municípios próximos a Ibirubá.

    Na região de Santa Maria, o plantio já começou, com previsão de cultivo em 60 mil hectares. As condições permitiram o avanço do preparo do solo e da implantação das lavouras.

    Em Santa Rosa, a semeadura alcançou 87% dos 174.288 hectares previstos. As condições de clima e solo favoreceram a continuidade dos trabalhos, restando principalmente áreas mais baixas e úmidas. As lavouras em estágio inicial apresentam alta população de cigarrinhas, levando produtores a realizar aplicações de inseticidas.

    Os efeitos das geadas ocorridas na madrugada de 7 de setembro ainda estão sendo avaliados. Plantas com até quatro folhas apresentaram danos, mas, na maioria dos casos, as lesões são consideradas reversíveis. Apesar disso, o desenvolvimento das lavouras poderá sofrer atraso significativo.

    A irregularidade das chuvas também reduziu a umidade do solo em algumas localidades. Com isso, produtores iniciaram a irrigação principalmente nas áreas em fase de germinação e emergência, buscando garantir um estande adequado de plantas.

    Na região de Soledade, a semeadura alcançou 35% da área prevista. A elevada umidade do solo continua limitando o avanço das operações. Já no Baixo Vale do Rio Pardo, a maioria dos municípios está próxima de concluir o plantio, com as temperaturas mais elevadas favorecendo a germinação, a emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras.

    O cenário mostra diferentes ritmos de implantação do milho no Rio Grande do Sul. Enquanto algumas regiões avançam rapidamente com a semeadura, outras ainda enfrentam limitações provocadas pela umidade do solo ou aguardam temperaturas mais favoráveis. O monitoramento da cigarrinha e a avaliação dos efeitos das geadas permanecem entre os principais pontos de atenção durante o estabelecimento da cultura.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper

    Fernando Kopper

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