As cotações do arroz em casca voltaram a subir de forma consistente na última semana no Rio Grande do Sul, impulsionadas por um movimento de recomposição dos preços, enquanto o ritmo de negociações permanece moderado. A avaliação é da consultoria Safras & Mercado.
O Indicador Safras do arroz em casca no Estado (58% a 62% de grãos inteiros, com pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (23) cotado a R$ 67,38 por saca, registrando alta de 6,68% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, a valorização chega a 13,34%, embora o preço ainda esteja 2,07% abaixo do registrado em 2025.
Segundo a consultoria, a liquidez do mercado continua limitada pela postura cautelosa dos agentes. Os produtores seguem resistentes às vendas, comercializando apenas parte da produção e aguardando condições mais favoráveis de remuneração.
Além do cenário atual, o mercado já começa a incorporar as expectativas para a safra 2026/27, fator que reforça a influência dos fundamentos de oferta e demanda na formação dos preços.
Nas principais regiões produtoras, a valorização continua sendo observada. Na Fronteira Oeste do Estado, a melhora das cotações aumenta a expectativa dos produtores, embora propostas com valores muito acima dos atuais ainda encontrem resistência por parte dos compradores.
Na região de Pelotas, permanece a diferença entre os preços pedidos pelos produtores e os valores oferecidos pelas indústrias, tornando as negociações mais criteriosas. Já na Região Central, os negócios seguem ocorrendo em níveis inferiores aos das demais praças, enquanto a oferta de arroz com elevado rendimento industrial continua bastante restrita.
A retenção de estoques pelos produtores é apontada como um dos principais fatores de sustentação dos preços, reduzindo a disponibilidade imediata do cereal e dificultando a originação do produto em praticamente todas as regiões produtoras.
Por outro lado, as indústrias mantêm uma estratégia de compras escalonadas, priorizando a reposição gradual dos estoques e evitando aquisições mais agressivas diante das dificuldades de repassar aumentos de preços ao consumidor.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
