A Polícia Civil investiga como criminoso o incêndio que atingiu o Hotel Planalto, localizado no centro de Soledade, na quinta-feira (13). Uma das principais linhas de investigação aponta que o fogo pode ter sido provocado como forma de retaliação em um contexto de violência doméstica e familiar.
A proprietária do estabelecimento seria o alvo da ação, mas não estava no hotel no momento do incêndio. Uma funcionária, de 26 anos, estava no local e ficou gravemente ferida.
Segundo o delegado Lucas Lima, da Polícia Civil de Soledade, o ex-companheiro da proprietária, contra quem havia uma medida protetiva, é apontado como o principal suspeito. A mulher havia relatado aos bombeiros que acreditava que o incêndio tivesse sido provocado intencionalmente e informou que teria recebido ameaças ao longo do dia.
A Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do caso e deverá definir a linha definitiva da investigação a partir dos elementos reunidos. Outras informações são mantidas em sigilo. Até o momento, ninguém foi preso e o principal suspeito ainda não foi localizado.
Funcionária ficou em estado grave
A funcionária de 26 anos tentou controlar as chamas utilizando extintores portáteis. Após ficar exposta à fumaça, ela foi socorrida por uma equipe da Brigada Militar e encaminhada ao Hospital de Caridade Frei Clemente, em Soledade, antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros.
A vítima precisou ser intubada e permanece em estado grave, sob ventilação mecânica.
Conforme o Corpo de Bombeiros, quando a guarnição chegou ao estabelecimento, localizado na Avenida Maurício Cardoso, o fogo atingia o segundo pavimento do hotel. O combate foi realizado com duas linhas de mangueira, e as chamas foram controladas pela equipe.
Ainda segundo os bombeiros, o Hotel Planalto possui Alvará de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (APPCI) válido até novembro de 2026.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: GZH
