Autoridades informaram ao Partido Liberal (PL) que um dirigente do Partido Missão teria sido responsável pelo registro da filiação do senador Flávio Bolsonaro à legenda. O caso está sendo investigado e o nome identificado já foi encaminhado à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo as informações levantadas, também foram identificados o local de acesso ao sistema, os registros eletrônicos e o horário em que a filiação foi realizada.
A suspeita investigada é de inserção de dados falsos em sistema de informações, crime previsto no artigo 313-A do Código Penal, cuja pena é de dois a 12 anos de reclusão, além de multa.
Apesar da identificação de um dirigente do Missão como responsável pelo acesso, ainda existe uma dúvida entre os investigadores: se foi de fato essa pessoa quem realizou diretamente o cadastro de Flávio Bolsonaro ou se as credenciais dela foram utilizadas por outra pessoa.
O Partido Missão nega ter sido responsável pela fraude. Em nota, a legenda afirmou que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro e que seu sistema identificou a irregularidade e tentou cancelar o registro no mesmo dia, mas a solicitação foi rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O partido também afirmou que o gabinete de Flávio Bolsonaro foi informado sobre a tentativa de filiação desde o dia 2 de agosto. Segundo a legenda, os e-mails enviados foram abertos, mas não receberam resposta.
O Missão informou ainda que está adotando as medidas necessárias junto à Polícia Federal e ao TSE para identificar os responsáveis pela suposta fraude. A legenda declarou que pretende disponibilizar às autoridades e à imprensa um relatório contendo os registros de acesso, e-mails e endereços de IP relacionados ao episódio.
Em nota, o partido também afirmou que não tem interesse em receber Flávio Bolsonaro em seus quadros, alegando divergências ideológicas e citando acusações e suspeitas envolvendo o senador.
A investigação deverá esclarecer se o dirigente apontado realizou pessoalmente a filiação ou se suas credenciais foram utilizadas por terceiros. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a autoria da suposta fraude.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: CNN
