O Ministério Público do Rio Grande do Sul anunciou nesta segunda-feira, 04/05, a denúncia de três pessoas no caso do desaparecimento da família Aguiar, ocorrido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As vítimas estão desaparecidas há cerca de 100 dias.
Foram denunciados o policial militar Cristiano Domingues Francisco, apontado como principal suspeito, além de sua atual esposa, Milena Ruppenthal Domingues, e seu irmão, Wagner Domingues Francisco.
De acordo com o Ministério Público, Cristiano responderá pelo feminicídio de Silvana de Aguiar, com agravantes como motivo torpe e uso de emboscada. Ele também foi denunciado pelo homicídio de Isail e pelo feminicídio de Dalmira. Milena é apontada como partícipe nos crimes e também responderá por falso testemunho.
O casal ainda deverá responder por furto qualificado, por supostamente subtrair bens da residência de Silvana após o desaparecimento das vítimas. Segundo a acusação, Milena teve papel relevante na execução e no encobrimento dos fatos.
Já Cristiano, Milena e Wagner foram denunciados em conjunto por ocultação de cadáver e fraude processual, sob a acusação de terem alterado provas e dificultado o andamento das investigações. O MP também aponta a existência de associação criminosa entre os três.
Cristiano ainda poderá responder por falsidade ideológica, por supostamente utilizar a identidade de outra pessoa para ativar chips de telefone celular.
O filho de Cristiano e Silvana está sendo acompanhado pelo Ministério Público e permanece sob os cuidados da avó paterna. A mãe do policial também chegou a ser indiciada pela Polícia Civil.
O Ministério Público recorreu da decisão judicial que negou a prisão de Milena e Wagner. O pedido segue em análise no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Outras três pessoas inicialmente indiciadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul não foram denunciadas neste momento. Conforme o MP, elas não teriam participação direta nos crimes principais e poderão ser alvo de acordos de não persecução penal ou responder em processos separados.
As defesas dos denunciados afirmaram que aguardam acesso integral ao inquérito e sustentam a inocência dos envolvidos, ressaltando que o caso ainda está em fase investigativa e que os fatos deverão ser esclarecidos ao longo do processo judicial.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: G1
