O laudo de necropsia da criança de 3 anos morta em Viamão confirmou que a causa da morte foi um traumatismo cranioencefálico. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (7) pela delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação, que informou ainda que o inquérito policial deve ser concluído na próxima semana, embora ainda não haja uma data definida.
De acordo com a delegada, o exame teve como objetivo identificar a lesão que provocou a morte da criança e apontou exclusivamente o trauma na região da cabeça como causa do óbito. O laudo não faz referência a outras lesões nem confirma hipóteses levantadas durante a investigação, como um suposto deslocamento do coração.
Além da necropsia, a Polícia Civil concluiu as perícias psicológicas das demais crianças envolvidas no caso. Ainda restam alguns documentos a serem anexados ao inquérito, e a equipe policial avalia a necessidade de ouvir novas testemunhas antes do encerramento das investigações. A delegada não detalhou quais diligências seguem pendentes para não comprometer o andamento do trabalho policial.
Os pais da criança permanecem presos preventivamente. O pai é investigado como autor das agressões que resultaram na morte do menino, enquanto a mãe responde por suspeita de omissão.
Defesa da mãe pede reprodução simulada
A defesa da mãe protocolou na quinta-feira (6) um pedido para que seja realizada a reprodução simulada dos fatos. A solicitação será analisada pelo Poder Judiciário.
Os advogados André von Berg, Isabel Chiarello Cochlar e Juliana Braun Martins afirmam que a medida é fundamental para esclarecer a dinâmica do caso e responder questões que, segundo a defesa, ainda permanecem sem explicação.
Conforme o pedido, a reprodução simulada não foi realizada durante a investigação policial nem solicitada pela autoridade policial, motivo pelo qual o requerimento foi encaminhado diretamente ao juízo responsável pelo processo.
A defesa também solicita a utilização de luminol para identificar possíveis vestígios de sangue, além da participação de seus representantes, de um assistente técnico e da possibilidade de apresentar quesitos durante a perícia. O pedido aguarda decisão da Justiça.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
