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    Início » Justiça mantém prisão de professora flagrada agredindo criança em escola de Caxias do Sul
    Justiça

    Justiça mantém prisão de professora flagrada agredindo criança em escola de Caxias do Sul

    Fernando KopperFernando Kopper23 de agosto de 202502 Mins Read15
    A professora de 49 anos flagrada em vídeo agredindo um menino de 4 anos dentro da escola de educação infantil Xodó da Vovó, no bairro Cinquentenário, em Caxias do Sul, seguirá presa. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (22). Ela havia sido detida pela Polícia Civil em Palmeira das Missões, onde permanece no Presídio Estadual da cidade.
    A mulher é investigada por tortura qualificada, crime previsto na Lei nº 9.455/1997, cuja pena pode chegar a 10 anos e 8 meses de prisão quando praticado contra criança. Durante o interrogatório, ela permaneceu em silêncio, na presença do advogado de defesa.
    O caso veio à tona na segunda-feira (18), quando imagens das câmeras de segurança da escola mostraram a professora retirando uma pilha de livros de uma estante e atingindo a nuca de um aluno de 4 anos, que estava sentado com colegas. O impacto fez a criança bater o rosto na mesa, resultando em ferimentos no nariz, na boca e danos em seis dentes.
    Inicialmente, a educadora alegou que o menino havia caído sozinho, mas a análise das gravações pela direção da escola comprovou a agressão. A funcionária foi afastada imediatamente, e os pais do aluno foram comunicados. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) assumiu a investigação.
    O menino passou por exame de corpo de delito e atendimento odontológico especializado, sendo constatada a necessidade de uso de aparelho corretivo para preservar parte da dentição afetada.
    O diretor da escola, Cristhian Segatto Ferreira, destacou a postura da instituição diante do caso, “Investimos em câmeras e isso nos salvou agora, porque senão ficaria na situação de versão contra versão. Desligamos a professora, acolhemos a família, acompanhamos no boletim de ocorrência e demos todo o suporte possível”, afirmou.
    Ferreira também frisou que a responsabilidade é exclusiva da ex-funcionária e destacou os 13 anos de atuação da escola, reforçando o compromisso com a integridade dos alunos.
    A situação gerou forte comoção em Caxias do Sul, com manifestações de indignação nas redes sociais. Pais e comunidade escolar pedem maior fiscalização e a criação de protocolos de prevenção à violência em escolas infantis.
    A DPCA segue investigando o caso, e novos desdobramentos no processo judicial devem ocorrer nos próximos dias.
    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fernando Kopper

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