O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (2), a aplicação de sanções contra três empresas brasileiras, três cidadãos brasileiros e uma empresa de origem portuguesa por suspeitas de envolvimento com atividades relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em comunicado oficial, o governo norte-americano classificou o PCC como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, afirmando que a facção criminosa mantém atuação em território americano, especialmente no estado da Flórida, onde, segundo as autoridades, contribui para o aumento da criminalidade.
Ainda de acordo com o Departamento do Tesouro, o PCC é considerado a maior organização criminosa transnacional do hemisfério ocidental e vem ampliando sua presença internacional nos últimos anos, com operações identificadas em países como Reino Unido, Turquia e Japão, além de expandir sua influência nos Estados Unidos.
As sanções fazem parte da política americana de combate ao crime organizado transnacional e têm como objetivo restringir o acesso dos alvos ao sistema financeiro dos Estados Unidos, bloqueando bens e proibindo transações envolvendo cidadãos e empresas norte-americanas.
O comunicado também destaca ações realizadas pelas autoridades brasileiras no enfrentamento à organização criminosa. Segundo o governo dos Estados Unidos, investigações conduzidas no Brasil identificaram um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava equipamentos eletrônicos importados da China e uma plataforma de origem chinesa para movimentar ilegalmente mais de US$ 190 milhões em apenas sete meses.
O Departamento do Tesouro não detalhou, no comunicado divulgado, os elementos que fundamentaram a inclusão das empresas e das pessoas físicas na lista de sanções, mas afirmou que a medida integra o esforço internacional para enfraquecer as estruturas financeiras utilizadas pelo PCC em suas atividades criminosas.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
