Close Menu
    • Início
    • Sobre
    • Contato
    • Categorias
      • Agronegócio
      • Clima
      • Colunistas
      • Culinária
      • Cultura
      • Direitos Humanos
      • Economia
      • Emprego
      • Editorial
      • Educação
      • Eleições
      • Emprego
      • Ensino
      • Esporte
      • Estado
      • Estradas
      • Geral
      • Humor
      • Justiça
      • Lazer
      • Literatura
      • Meio Ambiente
      • Mistério
      • Mobilidade Urbana
      • Mundo
      • Música
      • Notícias
      • Obras
      • País
      • Polícia
      • Política
      • Previsão do Tempo
      • Qualificação
      • Região
      • Religião
      • Saneamento
      • Saúde
      • Segurança
      • Tecnologia
      • Trânsito
      • Transporte
      • Turismo
    Notícias RS
    • Início
    • Sobre
    • Contato
    • Categorias
      • Agronegócio
      • Clima
      • Colunistas
      • Culinária
      • Cultura
      • Direitos Humanos
      • Economia
      • Emprego
      • Editorial
      • Educação
      • Eleições
      • Emprego
      • Ensino
      • Esporte
      • Estado
      • Estradas
      • Geral
      • Humor
      • Justiça
      • Lazer
      • Literatura
      • Meio Ambiente
      • Mistério
      • Mobilidade Urbana
      • Mundo
      • Música
      • Notícias
      • Obras
      • País
      • Polícia
      • Política
      • Previsão do Tempo
      • Qualificação
      • Região
      • Religião
      • Saneamento
      • Saúde
      • Segurança
      • Tecnologia
      • Trânsito
      • Transporte
      • Turismo
    Facebook Instagram YouTube
    Notícias RS
    Início » Então, existe fundamento? – Por Márcio Ücker
    Agronegócio

    Então, existe fundamento? – Por Márcio Ücker

    Fernando KopperFernando Kopper25 de fevereiro de 202603 Mins Read2

    AGRO l Aqui, no interior do Rio Grande do Sul, quando aparece uma neblina em pleno janeiro ou fevereiro, sempre tem um vivente que solta:

    “Bueno… isso é sinal de estiagem braba pela frente.”

    Mas será que é mesmo?

    Primeiro, vamos entender a tal da neblina. Ela se forma quando o ar perto do chão esfria e atinge alta umidade relativa, fazendo o vapor d’água se transformar em gotículas suspensas. Mesmo em pleno verão, isso pode acontecer durante a madrugada, quando a temperatura cai um pouco e o vento fica mais calmo. Ou seja: neblina não é sinônimo de ar seco, pelo contrário, ela precisa de umidade para se formar.

    Agora entra o detalhe interessante. No verão gaúcho, especialmente em janeiro e fevereiro, a chuva costuma vir em forma de pancadas convectivas, aquelas típicas de calor e abafamento. Quando temos períodos com céu limpo, noites mais estáveis e pouca circulação de frentes frias, pode sim aparecer neblina ao amanhecer. E esses períodos mais estáveis muitas vezes estão associados a bloqueios atmosféricos, que dificultam a chegada de sistemas de chuva.

    Então, existe fundamento?
    Parcialmente.

    A neblina em si não “causa” estiagem. Mas ela pode ser um indicativo de que estamos sob uma condição atmosférica mais estável, e estabilidade prolongada no verão pode significar redução nas chuvas. O que os antigos observavam, na verdade, era o padrão do tempo como um todo. A neblina era apenas um dos sinais.

    A sabedoria popular, nesse caso, não é pura crença. É observação empírica acumulada ao longo de décadas de lida no campo. O agricultor, o pecuarista, o homem e a mulher da campanha sempre aprenderam a ler o céu, o vento, o comportamento dos bichos e a formação das nuvens. Eles não falavam em “bloqueio atmosférico”, mas sabiam que “o tempo firmou demais”.

    Em anos de fenômenos como La Niña, por exemplo, o verão no Sul do Brasil costuma ser mais seco e quente. Nessas situações, períodos prolongados de estabilidade são mais frequentes, e, sim, pode haver mais madrugadas com neblina localizada.

    Resumindo na linguagem bem campeira:
    Neblina no verão não é decreto de estiagem. Mas pode ser um recado de que o tempo está mais parado que água de açude em calmaria. Se essa estabilidade se prolongar, aí sim a chuva pode demorar a dar as caras.

    No fim das contas, a ciência e o saber antigo não brigam, se complementam. A meteorologia explica os mecanismos. A tradição percebe os sinais.

    E como diria qualquer gaúcho atento ao horizonte:
    “Não é só a neblina… é o conjunto da obra.”

    Por: Márcio Ücker – Meteorologista e especialista em agronegócio

    Fernando Kopper

    Assuntos Relacionados

    Agronegócio

    Excesso de chuva atrasa plantio e preocupa produtores de trigo no Rio Grande do Sul

    4 de agosto de 2026
    Agronegócio

    Canela-preta preocupa produtores de canola no RS, apesar do bom desenvolvimento das lavouras

    3 de agosto de 2026
    Agronegócio

    Excesso de umidade desacelera plantio de trigo e aumenta risco de perdas nas lavouras do Rio Grande do Sul

    1 de agosto de 2026
    Agronegócio

    Queda nos preços de fertilizantes e combustíveis reduz custo da produção de leite no Rio Grande do Sul

    30 de julho de 2026
    Agronegócio

    Custo de produção do leite recua em junho no RS, mas alta dos grãos preocupa setor

    29 de julho de 2026
    Agronegócio

    Preço do arroz registra nova alta no Rio Grande do Sul e produtores seguem cautelosos nas vendas

    27 de julho de 2026
    Últimas Notícias

    Grêmio apresenta meia croata Filip Krovinović, que promete ajudar na reação do Tricolor

    4 de agosto de 2026

    Três anos sem Ivonir Machado, o cruz-altense que eternizou a vaneira com os Garotos de Ouro

    4 de agosto de 2026

    Ex-coordenador de Obras é condenado por injúria racial contra servidor no RS

    4 de agosto de 2026

    PIB do Rio Grande do Sul fica estável no primeiro trimestre de 2026, aponta boletim do DEE

    4 de agosto de 2026
    Todos direitos reservados NotíciasRS © 2026
    • Início
    • Política de Privacidade
    • Quem Somos
    • Termos de Uso
    • Contato

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.