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    Início » Soja recua no Brasil com valorização do real; estiagem mantém previsão de quebra de até 30% no Rio Grande do Sul
    Agronegócio

    Soja recua no Brasil com valorização do real; estiagem mantém previsão de quebra de até 30% no Rio Grande do Sul

    Fernando KopperFernando Kopper4 de março de 202602 Mins Read1

    Os preços da soja seguem em queda no mercado brasileiro, influenciados principalmente pela valorização do real frente ao dólar, conforme análise divulgada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema). Segundo o boletim, o fortalecimento da moeda brasileira tem pressionado as cotações da commodity no país.

    Na última semana, o dólar foi cotado em torno de R$ 5,12, patamar registrado pela última vez em maio de 2024, fator que reduz a competitividade das exportações e impacta diretamente os preços pagos ao produtor.

    De acordo com a Ceema, nas principais praças do Rio Grande do Sul a soja foi negociada entre R$ 116,00 e R$ 117,00 por saca. Já nas demais regiões brasileiras, os valores oscilaram entre R$ 98,00 e R$ 116,00 por saca.

    O levantamento também aponta atraso no avanço da colheita nacional. Até o dia 19 de fevereiro, cerca de 30% da área cultivada havia sido colhida, índice inferior aos 39% registrados no mesmo período do ano passado e o mais baixo desde a safra 2020/21.

    No Mato Grosso, principal produtor do país, a colheita alcançou 66% da área até o fim da semana anterior, superando a média histórica de 57,2% para o período. Já o plantio do milho safrinha chegou a 66,3% da área prevista, abaixo da média histórica de 71,5%.

    No Paraná, os trabalhos atingiram 37% da área cultivada, contra 49% no mesmo período de 2025. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda não foi iniciada e, mesmo com o retorno das chuvas em algumas regiões, o setor produtivo mantém a estimativa de quebra de aproximadamente 30% da safra devido à estiagem prolongada. Diversos municípios permanecem em situação de emergência em razão da falta de chuvas.

    No cenário das exportações, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo a projeção de embarques de soja em fevereiro. A nova estimativa aponta exportações de 10,7 milhões de toneladas, redução de 800 mil toneladas em relação à previsão anterior. Os embarques de farelo de soja também foram ajustados, com expectativa de 1,73 milhão de toneladas no mês.

    O cenário combina pressão cambial, atrasos na colheita e perdas climáticas, mantendo o mercado atento aos próximos movimentos da safra e do comércio internacional do grão.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper

    Fernando Kopper

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