A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul foi concluída com queda na área cultivada, na produtividade e na produção em comparação ao ciclo anterior. Os dados foram divulgados pela Emater/RS-Ascar no mais recente Informativo Conjuntural.
Segundo o levantamento, a produtividade média da primeira safra foi reestimada em 1.726 quilos por hectare, resultado 3% inferior aos 1.779 quilos por hectare projetados no início do plantio. A área cultivada foi revisada para 23.942 hectares, representando uma redução de 22,3% em relação aos 30.797 hectares registrados na safra 2024/2025.
Com isso, a produção estadual foi estimada em 41.320 toneladas, volume 26,3% menor que as 56.098 toneladas colhidas no ciclo anterior e 11% abaixo das 46.412 toneladas inicialmente previstas.
Enquanto isso, a colheita da segunda safra de feijão já alcançou 85% da área cultivada no Estado. Os 15% restantes das lavouras encontram-se em fase de maturação.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas mais recentes, marcadas por maior incidência de radiação solar e temperaturas amenas, favoreceram o desenvolvimento das lavouras em final de ciclo e permitiram a retomada dos trabalhos de colheita. No entanto, os efeitos das geadas registradas anteriormente e os períodos prolongados de elevada umidade relativa do ar reduziram o potencial produtivo e afetaram a qualidade dos grãos em parte das áreas cultivadas.
A área destinada à segunda safra foi reestimada em 9.818 hectares, número 45,7% inferior aos 18.070 hectares registrados no ano anterior. Já a produtividade foi revisada para 1.414 quilos por hectare, índice 0,9% superior aos 1.401 quilos por hectare projetados inicialmente. A expectativa é de uma produção de 13.880 toneladas, volume 37,2% inferior às 22.111 toneladas obtidas na safra de 2025.
Na região administrativa de Ijuí, a colheita atingiu 75% da área cultivada. As lavouras remanescentes permanecem maduras, e os produtores aguardam melhores condições climáticas para concluir os trabalhos. Conforme a Emater/RS-Ascar, houve redução no potencial produtivo inicialmente previsto devido aos danos causados pelas geadas durante as fases vegetativa e reprodutiva da cultura. O rendimento médio das áreas já colhidas é de 1.805 quilos por hectare.
Já na região de Soledade, a colheita alcançou 90% da área cultivada. O predomínio de dias ensolarados e temperaturas amenas favoreceu a evolução das lavouras e o avanço das operações. Entretanto, a elevada umidade relativa do ar observada na semana anterior contribuiu para a redução da qualidade dos grãos colhidos.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
