O valor de referência projetado para o leite no Rio Grande do Sul em outubro chegou a R$ 2,3197 por litro, representando uma queda de 2,98% em relação à projeção de setembro, que havia sido estabelecida em R$ 2,3910. O resultado acompanha a sazonalidade característica do setor produtivo e mantém o cenário de oscilações moderadas observado no mercado lácteo gaúcho desde maio.
O levantamento considerou as cotações apuradas nos primeiros 20 dias de outubro e incorporou a atualização das tabelas e dos parâmetros técnicos de acompanhamento do setor, com base nos dados operacionais de 2025.
Também foram divulgados os valores consolidados de setembro. Naquele mês, o preço de referência definitivo encerrou em R$ 2,3964 por litro, uma redução de 0,93% em comparação com agosto, quando a cotação havia alcançado R$ 2,4189.
A variação dos preços ocorre em um cenário de atenção para a cadeia produtiva do leite, que acompanha os indicadores econômicos, a inflação e as mudanças regulatórias previstas para os próximos anos.
Entre as principais preocupações do setor está o encerramento do Programa Mais Leite Saudável, previsto para coincidir com a entrada em vigor das novas diretrizes da Reforma Tributária, em janeiro de 2027.
O programa contribui para a qualificação dos processos produtivos nas propriedades rurais e para o fortalecimento da competitividade dos produtos lácteos nacionais diante das importações.
Representantes do setor demonstram preocupação com a possibilidade de descontinuidade dos incentivos, avaliando que a medida poderá favorecer o aumento da entrada de produtos lácteos estrangeiros no mercado brasileiro. O volume de importações já registrou patamares elevados ao longo de outubro de 2026.
Com isso, além da pressão sobre os preços, a cadeia leiteira acompanha as possíveis mudanças na tributação e seus reflexos sobre a renda dos produtores e a competitividade da produção nacional.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
