O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul permaneceu estável no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, registrando variação de 0,0%, conforme dados divulgados pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE). Na comparação com o mesmo período de 2025, a economia gaúcha apresentou crescimento de 0,4%.
O resultado foi influenciado pelo desempenho distinto dos principais setores da economia. A indústria registrou crescimento de 0,9% e o setor de serviços avançou 0,2%. Em contrapartida, a agropecuária apresentou retração de 9,9%, impactada principalmente pela redução na produção de arroz e fumo. Segundo o DEE, as estimativas para soja e milho indicam aumento na produção, com reflexos mais significativos esperados para o segundo trimestre. O levantamento também aponta uma redução de 23,6% na área plantada de trigo.
No mercado de trabalho, o Rio Grande do Sul registrou taxa de desocupação de 4% no primeiro trimestre, abaixo dos 5,2% observados no mesmo período do ano passado. O rendimento médio mensal dos trabalhadores alcançou R$ 4.127, representando alta de 5,5% em relação a 2025. A massa de rendimentos também cresceu 6,1%, totalizando R$ 23,9 bilhões.
Já os dados do Novo Caged mostram que o Estado encerrou o trimestre com saldo negativo de 3.474 empregos formais. Apesar disso, no acumulado dos últimos 12 meses o saldo segue positivo, com 10.546 vagas criadas. O setor de serviços liderou a geração de empregos, enquanto indústria, comércio e construção civil registraram fechamento de postos de trabalho.
No comércio exterior, as exportações gaúchas somaram US$ 9,84 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi impulsionado principalmente pelas vendas de produtos alimentícios e agropecuários, enquanto as exportações de tabaco apresentaram queda.
A arrecadação de ICMS atingiu R$ 27,5 bilhões no semestre, valor 3,2% inferior ao registrado em 2025. Conforme o DEE, essa redução é influenciada pela arrecadação extraordinária obtida no ano passado por meio de um programa de regularização fiscal.
No cenário nacional, o PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior e 1,8% na comparação com o mesmo período de 2025. O boletim também destaca que as tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam influenciando os preços das commodities e as projeções de inflação da economia mundial.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
