O mercado de trigo registrou movimentações distintas nos estados da Região Sul, com ajustes de preços influenciados pelo ritmo das negociações, oferta disponível e expectativa para a nova safra. De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios avançaram em algumas regiões, enquanto os preços seguiram pressionados em outras.
No Rio Grande do Sul, o Cepea apontou queda de 0,09% nos preços médios do trigo na segunda-feira. Segundo agentes do mercado, o recuo está relacionado ao aumento da oferta, com produtores buscando liberar espaço nos armazéns. Apesar disso, houve maior volume de negócios para embarque entre maio e junho, com preço médio de R$ 1.300 por tonelada no interior do estado.
Para a safra nova, foram registrados negócios pontuais a R$ 1.250 CIF porto e CIF moinhos. O volume já negociado a futuro soma cerca de 40 mil toneladas, considerando operações com moinhos e exportação. No mercado de balcão, o preço ao produtor permaneceu estável em R$ 62,04 por saca em Panambi pela segunda semana consecutiva.
Em Santa Catarina, o cenário foi de alta. Os preços avançaram 1,57%, atingindo média de R$ 1.300 por tonelada. O valor médio de abril ficou em R$ 1.235,04 por tonelada, o maior patamar desde outubro de 2025. O estado segue recebendo ofertas de trigo do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com elevação generalizada das pedidas. No mercado de balcão, cidades como Canoinhas, Chapecó e Joaçaba registraram avanço nos preços pagos ao produtor.
Já no Paraná, o preço médio de abril alcançou R$ 1.317,92 por tonelada, com alta mensal de 6,9%, embora ainda abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Os moinhos retomaram as compras após o feriado, com negociações variando entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, conforme a região. Também houve negócios de trigo paranaense destinados ao Rio Grande do Sul. Para a safra nova, compradores indicam valores entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para setembro, sinalizando expectativa de mercado ainda aquecido nos próximos meses.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
