O efetivo do 2º Pelotão Ambiental de Canela (PATRAM), da Brigada Militar, cumpriu um mandado de busca e apreensão em uma propriedade rural na localidade de Cazuza Ferreira, no interior de São Francisco de Paula, onde foram constatados diversos crimes ambientais e irregularidades.
No local, os policiais encontraram 27 cães em situação de maus-tratos. Os animais estavam amarrados com cordas extremamente curtas e fios estreitos presos ao pescoço, o que já havia provocado ferimentos em pelo menos um deles. Além disso, os cães eram mantidos em meio ao barro, sem acesso adequado a comida e água. As vasilhas destinadas à hidratação apresentavam acúmulo de folhas, indicando que os animais possivelmente dependiam de água da chuva.
Um dos cães estava em estado mais crítico, com diversos espinhos de ouriço cravados na boca e em partes do corpo, evidenciando sofrimento prolongado.
Durante a ação, também foi localizado um javali mantido em confinamento, em espaço reduzido e sem luminosidade, caracterizando maus-tratos. O animal é considerado exótico e invasor, com potencial de causar danos ambientais, sendo permitido seu abate apenas por meios não cruéis, conforme a legislação vigente, não sendo autorizada sua criação em cativeiro.
Na residência do suspeito, os policiais apreenderam diversos cartuchos e munições de calibres variados, incluindo munições não compatíveis com a autorização que ele possuía como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador). Entre os itens, havia munição de uso restrito, como calibre 7,62, exclusivo das forças armadas.
Ainda na entrada da casa, foi encontrada uma gaiola com uma caturrita, ave nativa, mantida ilegalmente em cativeiro, sem autorização do órgão ambiental competente.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia de São Francisco de Paula, com enquadramento nos crimes previstos na legislação ambiental e no Estatuto do Desarmamento. O suspeito foi preso e permanece à disposição da Justiça.
Segundo a PATRAM, os animais permaneceram na propriedade sob responsabilidade de um fiel depositário. A previsão é de que eles sejam posteriormente removidos pela prefeitura para receberem os devidos cuidados.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
