O leilão de arroz promovido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta semana comercializou 22,7 mil toneladas do grão produzido no Rio Grande do Sul. O certame, que também contou com oferta de Santa Catarina, movimentou aproximadamente R$ 3,3 milhões em prêmios e teve avaliação positiva por parte da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).
A oferta inicial ultrapassava 25 mil toneladas. No caso do Rio Grande do Sul, os três lotes disponibilizados foram integralmente comercializados, abrangendo produtores das regiões da Fronteira Oeste, Campanha, Central, Planície Costeira Externa, Zona Sul e Planície Costeira Interna.
Segundo a Federarroz, o resultado demonstra a importância dos mecanismos de apoio à comercialização em um cenário em que os preços pagos ao produtor permanecem abaixo do valor mínimo estabelecido. O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, destacou que os leilões têm apresentado maior participação dos produtores à medida que eles se familiarizam com esse tipo de operação.
De acordo com Nunes, nos locais onde houve disputa pelos lotes foi registrado ágio, indicando demanda pelo mecanismo. Ele também defendeu a ampliação dos recursos destinados aos programas de incentivo, afirmando que os produtores estão cada vez mais preparados para participar das operações realizadas pela Conab.
Este foi o quarto leilão do Programa de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) realizado pela estatal. A modalidade consiste em uma subvenção econômica destinada a assegurar que o produtor rural receba o preço mínimo definido pelo governo quando as cotações de mercado estão abaixo desse patamar, estimulando o escoamento da produção.
Além do Pepro, a política de comercialização também utiliza o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), mecanismo que concede subvenção aos compradores que adquirirem produtos agropecuários diretamente de produtores rurais ou cooperativas pelo preço mínimo oficial, contribuindo para a movimentação da produção e o abastecimento do mercado.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
