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    Início » Justiça revoga prisão de professor investigado por crimes sexuais em Porto Alegre
    Justiça

    Justiça revoga prisão de professor investigado por crimes sexuais em Porto Alegre

    Fernando KopperFernando Kopper23 de outubro de 202502 Mins Read13

    A Justiça do Rio Grande do Sul revogou, nesta terça-feira (21), a prisão do professor e advogado Conrado Paulino da Rosa, investigado por crimes sexuais contra mulheres em Porto Alegre. Ele estava detido desde 26 de setembro, e deixou a Penitenciária Estadual de Canoas após decisão judicial que determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

    De acordo com o Tribunal de Justiça do RS, a prisão era temporária, com prazo de 30 dias, e venceria em 24 de outubro. “A defesa manifestou pedido de soltura, sendo acolhido pelo Juízo. O processo segue em segredo de Justiça”, informou o órgão.

    A defesa do professor argumentou que o pedido de liberdade foi fundamentado na violação do direito de defesa, alegando dificuldades no acesso ao inquérito policial. Em nota, afirmou que “não havia diligências pendentes que justificassem a manutenção da custódia”.

    A Polícia Civil rebateu as alegações e declarou que “todos os advogados de defesa tiveram amplo acesso aos autos desde o início da investigação”, ressaltando que o sigilo foi mantido para preservar as vítimas e o próprio investigado.

    Conrado é investigado por supostos crimes de estupro, agressão e violência psicológica, ocorridos entre 2013 e 2025. Pelo menos 16 mulheres prestaram depoimento à polícia, e quatro delas relataram publicamente os abusos. A delegada Fernanda Campos Hablich conduz o caso e informou que as vítimas serão submetidas a perícia psicológica.

    Durante as buscas, realizadas em outubro, a polícia apreendeu computadores e outros objetos no apartamento do professor, que também foi demitido da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), onde lecionava e coordenava cursos de pós-graduação.

    Entre as medidas cautelares impostas pela Justiça estão: monitoramento eletrônico, comparecimento mensal em juízo, proibição de contato com vítimas e testemunhas, retenção do passaporte, e recolhimento domiciliar noturno.

    Em nota divulgada nas redes sociais, Conrado afirmou que “repudia qualquer forma de violência contra a mulher” e que “a verdade dos fatos se sobressairá”.

    A Polícia Civil segue com as investigações, que continuam sob segredo de Justiça, para apurar a veracidade dos relatos e eventuais novos desdobramentos do caso.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fonte: GZH

    Fernando Kopper

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