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    Início » Golpe da “mão fantasma” com acesso remoto ao celular faz vítimas no Brasil com transferências via Pix
    Polícia

    Golpe da “mão fantasma” com acesso remoto ao celular faz vítimas no Brasil com transferências via Pix

    Fernando KopperFernando Kopper27 de junho de 202503 Mins Read8
    Um novo tipo de golpe envolvendo o Pix tem causado prejuízos significativos a vítimas em diversas regiões do Brasil. A prática, conhecida como “golpe da mão fantasma”, utiliza programas de acesso remoto para controlar o celular da vítima à distância e realizar transferências bancárias de alto valor.
    O esquema começa com uma ligação telefônica. Do outro lado da linha, o criminoso se passa por um suposto atendente do banco e informa que há um problema na conta — como uma invasão, clonagem ou movimentações suspeitas. Para “corrigir” a situação, ele orienta o cliente a instalar um aplicativo que seria capaz de resolver o problema. O link enviado leva a um programa de acesso remoto, disponível inclusive nas lojas oficiais da Apple (App Store) e Google (Play Store).
    Depois que a vítima instala o aplicativo, o golpista passa a ter controle total sobre o celular. O golpe é concluído quando o cliente, acreditando estar resolvendo o problema, acessa o aplicativo bancário e digita sua senha. Com esse acesso, o fraudador faz transferências de grandes quantias via Pix para contas de laranjas, pulverizando o valor em poucos minutos.
    Segundo dados da empresa de segurança digital Kaspersky, já foram detectadas 10.162 tentativas desse tipo de fraude no Brasil desde o início de 2024, conforme reportagem do jornal Extra.
    Como funciona o golpe da “mão fantasma”:
    O criminoso liga para a vítima e se apresenta como funcionário do banco.
    Diz que a conta foi invadida, clonada ou que há movimentações suspeitas.
    Envia um link para instalar um aplicativo que supostamente resolveria o problema.
    Ao instalar, a vítima permite o acesso remoto ao seu celular.
    O golpista observa a digitação de senhas ou as busca no celular.
    Com o controle do aparelho, realiza transferências via Pix para outras contas.
    Como se proteger:
    Desconfie de ligações que alertem sobre problemas bancários e solicitem instalação de aplicativos.
    Bancos não pedem que clientes baixem programas ou compartilhem dados por telefone.
    Desligue imediatamente e entre em contato com seu banco por meio de canais oficiais e de outro aparelho.
    Não clique em links recebidos por mensagens ou e-mails sem antes verificar sua procedência.
    Caso seja vítima, comunique o banco o quanto antes e registre ocorrência na Polícia Civil, presencialmente ou pela Delegacia Online.
    O golpe da “mão fantasma” é mais uma evidência de que o cuidado com informações bancárias e a atenção ao comportamento dos golpistas são essenciais para evitar prejuízos financeiros.
    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fonte: GZH
    Fernando Kopper

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