A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira, 26 de agosto, a Operação Caput Serpentis, com o objetivo de atingir a estrutura de comando e o sistema de financiamento de uma organização criminosa com atuação a partir do bairro Bom Jesus, em Porto Alegre.
A ofensiva cumpre 125 mandados de busca e apreensão e 33 mandados de prisão preventiva em cinco estados. Entre os alvos estão integrantes da organização que já se encontram presos. Parte das ordens judiciais foi cumprida em unidades do Sistema Penitenciário Federal e em presídios de diferentes estados.
Segundo a Polícia Civil, a presença de alvos já custodiados indica que integrantes da organização continuariam exercendo funções de comando e articulando ações criminosas mesmo a partir do sistema prisional.
A investigação busca reunir provas sobre o financiamento das atividades da facção, além de identificar possíveis mecanismos utilizados para a lavagem de dinheiro e movimentação dos recursos obtidos pelo grupo.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais procuram documentos societários, procurações, contratos, comprovantes de transações financeiras, dinheiro em espécie, aparelhos eletrônicos, armas de fogo e drogas.
O nome da operação, Caput Serpentis, expressão em latim que significa “cabeça da serpente”, representa a estratégia de alcançar o núcleo de comando e a estrutura financeira da organização criminosa, em vez de concentrar a atuação apenas nos integrantes que executam as ações nas ruas.
No Rio Grande do Sul, a operação mobiliza 342 policiais civis e 115 viaturas. Participam da ofensiva equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Drcor), além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Gabinete de Recuperação de Ativos (Grapi).
A ação conta ainda com o apoio das Polícias Civis de Goiás, Tocantins, São Paulo e Santa Catarina.
A Operação Caput Serpentis integra a Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
