A Polícia Civil de Tapejara trabalha com a hipótese de legítima defesa de terceiros na investigação sobre a morte de um homem de 58 anos, atingido por um disparo efetuado por um policial militar durante uma ocorrência de violência doméstica. O caso aconteceu na noite do último domingo, 23 de agosto, no Bairro São Paulo.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Tapejara, sob coordenação da delegada Tais Neetzow. Segundo a autoridade policial, a análise preliminar dos elementos reunidos até o momento aponta para a caracterização da legítima defesa de terceiros, considerando que o policial teria efetuado o disparo para proteger a mulher que estaria sendo agredida pelo companheiro.
De acordo com a delegada, as informações apuradas até agora indicam que a Brigada Militar teria agido de forma correta e rápida diante da situação. O homem estaria agredindo a companheira e não teria obedecido às ordens dadas pelo policial, que realizou o disparo para interromper a agressão.
João de Oliveira, de 58 anos, era natural de David Canabarro. Conforme a Polícia Civil, durante a intervenção policial, ele teria tentado atacar a companheira com uma faca.
Imagens de câmeras de vigilância registraram o momento em que a mulher tenta se defender do agressor. Na sequência, um policial militar entra na residência e efetua o disparo.
A previsão da Polícia Civil é de que o inquérito seja concluído dentro do prazo de 30 dias, sem indiciamento do policial, caso os elementos reunidos ao longo da investigação confirmem a hipótese de legítima defesa.
Homem havia sido preso uma semana antes
O histórico recente de violência doméstica envolvendo o casal também está sendo analisado pelos investigadores. João havia sido preso pela Brigada Militar no sábado anterior, 15 de agosto, após uma denúncia de agressão e ameaça contra a companheira, no mesmo endereço.
Na ocasião, a mulher relatou aos policiais que havia sido agredida e ameaçada. Durante o atendimento da ocorrência, uma espingarda calibre 12, munições e materiais utilizados para recarga de cartuchos foram encontrados na residência.
A mulher solicitou uma medida protetiva de urgência, enquanto o homem foi encaminhado ao sistema prisional. Posteriormente, ele acabou sendo colocado em liberdade.
Segundo a delegada Tais Neetzow, durante a investigação a mulher relatou que vinha sofrendo agressões havia algum tempo, mas que não havia registrado ocorrências anteriormente. O primeiro registro ocorreu justamente na semana anterior, quando João foi preso.
No domingo, 23 de agosto, o homem teria retornado à residência. Após ser atingido pelo disparo, ele foi socorrido pelos Bombeiros Voluntários e encaminhado ao Hospital Santo Antônio, mas morreu durante o atendimento médico.
A investigação continua e deverá analisar todos os elementos disponíveis antes da conclusão do inquérito.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Rádio Uirapuru
