A colheita de milho destinado à produção de silagem está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, alcançando mais de 98% da área cultivada. Os dados constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, que aponta avanço significativo das operações em todas as regiões produtoras do Estado.
Segundo o levantamento, as condições meteorológicas favoreceram os trabalhos de campo durante grande parte do período de colheita. No entanto, precipitações ocasionais interromperam temporariamente as atividades em algumas localidades, retardando a finalização dos serviços em determinadas áreas.
O boletim também destaca que as geadas registradas durante o mês de maio provocaram danos localizados em parte das lavouras que ainda permaneciam no campo. Os efeitos foram observados principalmente na queima das folhas e na redução pontual da qualidade da forragem destinada à ensilagem.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, as áreas semeadas em fevereiro seguem sendo colhidas para a produção de silagem utilizada na alimentação de rebanhos de corte e de leite. Além do uso próprio nas propriedades, parte da produção tem sido destinada à comercialização, impulsionada pela demanda por volumoso durante os períodos de vazio forrageiro do outono e da primavera.
Dos 6.935 hectares cultivados na região, cerca de 2% ainda aguardam a conclusão da colheita. A expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados nos próximos dias, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis.
Na região de Ijuí, as operações de corte e ensilagem chegaram a ser interrompidas temporariamente devido ao clima. Conforme a Emater/RS-Ascar, parte das lavouras remanescentes registrou danos provocados pelas geadas observadas na semana anterior. Apesar disso, os impactos não comprometeram de forma significativa a qualidade bromatológica da forragem produzida, mantendo boas condições para utilização na alimentação animal.
Com a colheita próxima do encerramento, os produtores avaliam os resultados da safra e já iniciam o planejamento das próximas atividades, enquanto a silagem produzida deverá contribuir para garantir a oferta de alimento aos rebanhos durante os períodos de menor disponibilidade de pastagens.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
