A colheita do milho destinado à produção de silagem está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, alcançando mais de 99% da área cultivada. Os dados constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar e mostram que a safra foi marcada pelos impactos das geadas, que reduziram a produtividade e a estimativa de produção estadual.
Segundo a Emater/RS-Ascar, parte das lavouras implantadas mais tardiamente e que inicialmente seriam destinadas à produção de grãos precisou ser redirecionada para a ensilagem após os prejuízos causados pelas baixas temperaturas. As geadas comprometeram o potencial produtivo dessas áreas e dificultaram a conclusão adequada do ciclo para a finalidade originalmente planejada.
De acordo com a entidade, a mudança permitiu o aproveitamento da biomassa disponível e reduziu parte das perdas provocadas pelos eventos climáticos registrados ao longo da safra.
A produtividade média estadual da safra 2025/2026 foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado 3,8% inferior à estimativa inicial de 38.338 quilos por hectare realizada no período de plantio.
A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Estado totalizou 349.085 hectares, volume 2% menor do que os 356.300 hectares registrados na safra 2024/2025, conforme dados do IBGE.
Com esse desempenho, a produção estadual foi estimada em 12,87 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 0,7% em relação à safra anterior, quando foram produzidas 12,96 milhões de toneladas.
Na comparação com a projeção inicial para a safra 2025/2026, que apontava uma produção de 14,03 milhões de toneladas, a queda chega a 8,3%, refletindo principalmente os impactos das condições climáticas adversas observadas ao longo do ciclo produtivo.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
