A estimativa da Safra de Inverno 2026 divulgada pela Emater aponta uma forte redução na área cultivada com trigo no Rio Grande do Sul. A queda supera 30% em relação ao ano anterior, reduzindo a área plantada para cerca de 850 mil hectares, um dos menores índices registrados na última década.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater, Luciano Schwerz, diversos fatores contribuíram para a retração no cultivo do cereal. Entre eles estão os elevados custos de produção, as incertezas climáticas, o risco de perdas provocadas por doenças e a menor disposição dos produtores em investir no potencial máximo das lavouras.
“O produtor que plantou trigo, boa parte desses produtores, não está investindo todo aquele potencial. E isso tudo são ingredientes que trazem para o cenário do trigo uma dificuldade, talvez até uma escassez da produção”, destacou Schwerz.
Enquanto o trigo perde espaço nas propriedades rurais gaúchas, outras culturas de inverno apresentam estabilidade ou crescimento. As áreas de aveia branca e aveia preta permanecem em níveis semelhantes aos dos anos anteriores. Já a canola se destaca como a principal aposta dos produtores, com área cultivada que dobrou em relação à safra passada.
Segundo a Emater, o avanço da canola demonstra a busca por alternativas mais rentáveis e menos vulneráveis às condições climáticas previstas para os próximos meses, refletindo uma mudança gradual no planejamento das lavouras de inverno no Estado.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
