A colheita da soja da safra 2025/2026 está tecnicamente encerrada no Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas pequenas áreas de segunda safra, sem representatividade estatística para o resultado estadual.
De acordo com a entidade, as condições climáticas registradas no período final da colheita dificultaram a conclusão dos trabalhos em algumas regiões produtoras. A elevada umidade relativa do ar, a ocorrência frequente de neblina e a baixa incidência de radiação solar atrasaram as operações no campo.
Os dados consolidados mostram diferenças expressivas de produtividade entre as regiões do Estado, reflexo das distintas condições hídricas enfrentadas durante o ciclo da cultura. A produtividade média estadual foi revisada para 2.707 quilos por hectare, índice 14,8% inferior aos 3.180 quilos por hectare projetados antes do início do plantio.
A área efetivamente cultivada totalizou 6,69 milhões de hectares, uma redução de 1,5% em relação aos 6,79 milhões de hectares registrados na safra anterior. Apesar da produtividade abaixo da expectativa inicial, a produção alcançou 18,13 milhões de toneladas, volume 32,9% superior às 13,64 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/2025.
A Emater/RS-Ascar informa que a colheita foi concluída nas regiões administrativas de Caxias do Sul, Erechim, Frederico Westphalen, Lajeado, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade.
Na região de Bagé, os trabalhos ainda não foram totalmente finalizados devido ao predomínio de tempo nublado e à ocorrência de garoas em diversos dias. Nos municípios de Alegrete e São Borja permanecem pequenas áreas de soja de segunda safra, em sua maioria irrigadas por pivô central, com produtividade variando entre 1.800 e 2.400 quilos por hectare.
Entre os municípios que alcançaram rendimento igual ou superior ao inicialmente projetado estão Dom Pedrito, Barra do Quaraí e Rosário do Sul. Em contrapartida, algumas localidades registraram perdas significativas. Em Itacurubi, a produtividade ficou 50% abaixo do potencial estimado de 2.890 quilos por hectare. Em Santa Margarida do Sul, a redução foi de 32% em relação à expectativa de 2.650 quilos por hectare, enquanto em Lavras do Sul a perda chegou a 30% frente à projeção inicial de 2.700 quilos por hectare.
Na região de Ijuí, a colheita atingiu 99,8% da área cultivada. Conforme a Emater/RS-Ascar, a presença de neblina persistente no início do período limitou o avanço das máquinas, mas os trabalhos ganharam ritmo na segunda metade da semana, com a redução da umidade dos grãos.
Os rendimentos na região variaram entre 2.460 e 3.780 quilos por hectare, conforme as condições climáticas observadas durante o desenvolvimento da cultura. O rendimento médio regional foi estimado em 3.060 quilos por hectare, enquanto nas áreas de segundo cultivo as produtividades oscilaram entre 960 e 1.980 quilos por hectare.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
