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    Início » Câmara aprova projeto que permite tornozeleira eletrônica imediata para agressores de mulheres
    Segurança

    Câmara aprova projeto que permite tornozeleira eletrônica imediata para agressores de mulheres

    Fernando KopperFernando Kopper11 de março de 202602 Mins Read14

    A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei 2942/24, que autoriza o uso imediato de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres quando houver risco iminente à vida ou à integridade física da vítima. A proposta agora segue para análise do Senado.

    O projeto é de autoria dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS) e foi aprovado com substitutivo apresentado pela relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).

    A principal mudança prevista no texto permite que delegados de polícia determinem a instalação da tornozeleira eletrônica em cidades que não possuem juiz, ou seja, fora de sedes de comarca. A decisão deverá ser comunicada ao juiz e ao Ministério Público no prazo de 24 horas. A medida passa a integrar o conjunto de medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.

    Além da instalação do equipamento no agressor, o projeto determina que o Estado forneça à vítima um dispositivo de segurança, como um botão de pânico, capaz de alertar automaticamente as autoridades caso o agressor se aproxime ou descumpra o perímetro de exclusão estabelecido pela Justiça.

    O texto também prevê punições mais rigorosas para quem violar o equipamento. Caso o agressor retire ou danifique a tornozeleira sem autorização judicial, a pena poderá ser aumentada em até metade do tempo de reclusão.

    Para viabilizar a aquisição e a manutenção dos equipamentos de monitoramento eletrônico, a proposta altera regras do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), elevando de 5% para 6% a parcela de recursos destinada a ações de combate à violência contra a mulher.

    A medida também estabelece prioridade orçamentária para programas permanentes de monitoração eletrônica, buscando reduzir a falta de equipamentos que hoje dificulta a aplicação de medidas protetivas em diversas regiões do país.

    Outro ponto do projeto determina que, caso um juiz decida retirar a tornozeleira eletrônica do agressor, a decisão deverá ser devidamente fundamentada, garantindo maior transparência e segurança jurídica à vítima.

     

    O texto ainda prevê que campanhas oficiais de conscientização expliquem à população como funciona o monitoramento eletrônico e quais são os procedimentos adotados pelas autoridades em caso de descumprimento das medidas protetivas.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper

    Fernando Kopper

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