A Brigada Militar iniciou nesta segunda-feira a Operação Mulher Segura 2026, uma ação voltada ao fortalecimento do Programa Maria da Penha e à ampliação do acompanhamento de mulheres amparadas por Medidas Protetivas de Urgência (MPU) em todo o Rio Grande do Sul. A iniciativa busca intensificar o combate à violência doméstica e familiar, garantindo maior proteção às vítimas e contribuindo para a redução dos índices de feminicídio no Estado.
De acordo com o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, a operação seguirá um cronograma específico, com atenção especial aos municípios que registram maior incidência de crimes contra a vida de mulheres.
O subcomandante-geral da corporação, coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, destacou que a principal estratégia da ofensiva é reforçar a fiscalização das medidas protetivas, assegurando que as determinações judiciais sejam efetivamente cumpridas e oferecendo maior segurança às vítimas.
Segundo o coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha, tenente-coronel Cristiano Moraes, o reforço operacional permitirá agilizar o atendimento das visitas consideradas prioritárias e registradas no Sistema de Planejamento e Estatística (SPE). A força-tarefa atuará especialmente nos locais onde o programa já está implantado e que concentram grande número de mulheres em acompanhamento.
O planejamento prevê a realização de visitas diárias às vítimas, por meio de uma atuação integrada entre as equipes das Patrulhas Maria da Penha e policiais designados para reforçar a operação. A presença constante das guarnições tem como objetivo fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas, inibir novas agressões e fortalecer a rede de proteção às mulheres.
Além do reforço no efetivo, a Brigada Militar passou a utilizar uma ferramenta tecnológica desenvolvida pela própria corporação para otimizar as rotas de atendimento. O sistema permite aumentar o número de visitas realizadas durante o mesmo período de trabalho, ampliando a cobertura das Patrulhas Maria da Penha e das Patrulhas Escolares.
Conforme a corporação, a utilização da tecnologia contribui para tornar o atendimento mais ágil e eficiente, fortalecendo as ações preventivas e ampliando o alcance da proteção oferecida às mulheres em situação de vulnerabilidade em diversas regiões do Estado.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
