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    Início » Ataques de abelhas aumentam no Rio Grande do Sul e deixam mortos e feridos, alertando população
    Estado

    Ataques de abelhas aumentam no Rio Grande do Sul e deixam mortos e feridos, alertando população

    Fernando KopperFernando Kopper15 de janeiro de 202603 Mins Read6
    O Rio Grande do Sul tem registrado um aumento significativo no número de ataques de abelhas nas últimas semanas, com ocorrências graves e ao menos uma morte confirmada. Os casos recentes acenderam um alerta entre autoridades e especialistas, especialmente devido ao período do ano, que favorece o deslocamento de enxames.

    No dia 11 de janeiro, um homem morreu após ser atacado por abelhas no município de Alegria, no Noroeste do estado. Já no dia seguinte, em Novo Machado, também na mesma região, três pessoas ficaram feridas em outro ataque. Ainda no início do mês, em Jóia, uma motorista perdeu o controle do veículo e colidiu contra um poste após o carro ser tomado por um enxame. Na Região Metropolitana, em Viamão, uma mulher precisou ser hospitalizada ao tentar salvar sua cachorra durante um ataque.

    Especialistas explicam que o risco de acidentes aumenta entre a primavera e o verão. Segundo o coordenador do Laboratório de Abelhas e Polinização da UFRGS, Charles Fernando dos Santos, este é o período em que as abelhas estão liberando novos enxames para colonizar outros espaços, o que amplia a chance de encontros com humanos. Já no outono e inverno, os ataques costumam envolver colmeias já estabelecidas que reagem quando se sentem ameaçadas.

    O biólogo Fabiano Soares destaca que o principal fator para desencadear ataques é a proximidade com o ninho. Vibrações intensas provocadas por roçadeiras, barulhos altos, movimentação brusca e até o uso de inseticidas podem gerar uma reação defensiva imediata do enxame.

    Em caso de ataque, a orientação dos especialistas é se afastar rapidamente do local. A recomendação é correr o máximo possível, preferencialmente em zigue-zague, movimento que ajuda a desorientar as abelhas. Procurar abrigo em locais fechados, como casas ou veículos, é fundamental, sempre protegendo o rosto e o pescoço. Jogar-se em rios, lagos ou áreas de mata não é indicado, pois além do risco de as abelhas permanecerem próximas, há perigo de afogamento ou outros acidentes.

    Manter a calma também é essencial, já que o nervosismo acelera a circulação sanguínea e pode espalhar a toxina mais rapidamente pelo corpo. O atendimento médico deve ser buscado o quanto antes, principalmente em casos de múltiplas picadas ou quando surgem sinais de reação alérgica. O maior risco, segundo especialistas, está no choque anafilático, que atinge menos de 1% da população, mas pode ser fatal. Um soro antiapílico, semelhante aos usados em picadas de cobras, está em desenvolvimento e poderá tornar o tratamento mais eficaz no futuro.

    Para evitar novos acidentes, a orientação é nunca tentar remover colmeias ou enxames por conta própria. O correto é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, a Defesa Civil do município ou um apicultor profissional, que possuem técnicas adequadas e equipamentos de segurança.

    Entre as recomendações preventivas estão manter distância de enxames e colmeias, evitar barulhos e vibrações próximas, não usar inseticidas de forma inadequada e, em áreas de mata ou trilhas, dar preferência a roupas claras e ficar atento a sinais de comportamento agressivo das abelhas. Após uma picada, os ferrões devem ser removidos com cuidado, sem apertá-los, e a pessoa deve procurar atendimento médico, especialmente se apresentar dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou na garganta, tontura ou urticária, sinais de uma reação grave que exigem socorro imediato.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fonte: G1
    Fernando Kopper

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