A Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos apreendeu 2,2 toneladas de produtos impróprios para o consumo durante uma operação de fiscalização realizada nesta terça-feira (7), em Constantina, no Norte do Rio Grande do Sul. A ação ocorreu em três supermercados e um açougue, que foram autuados em razão das irregularidades constatadas.
Durante a fiscalização, as equipes encontraram carne sem procedência, produtos armazenados em temperatura inadequada, alimentos fracionados de forma irregular e diversas mercadorias com o prazo de validade vencido. Em um dos supermercados, uma câmara fria foi interditada devido às precárias condições de higiene.
Entre os produtos apreendidos estavam carnes, pescados, embutidos, ovos, leite, iogurtes, conservas, alimentos congelados, salgados de padaria e pizzas. Também foram recolhidos produtos coloniais, como cachaça, aipim, vinho e queijo, além de unidades de álcool cuja comercialização é proibida em supermercados.
Os fiscais ainda localizaram envoltórios para embutidos vencidos havia quatro anos e temperos com prazo de validade expirado há mais de dois anos, evidenciando graves falhas no armazenamento e no controle de qualidade dos estabelecimentos.
Após avaliação realizada por médicos-veterinários, parte da carne apreendida foi destinada ao Zoológico de Passo Fundo para alimentação dos animais, por apresentar condições adequadas para esse fim.
A operação contou com a participação do promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, de servidores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRS), além de representantes da Vigilância Sanitária de Constantina, da Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram).
A ação integra o Programa Segurança dos Alimentos, que realiza fiscalizações em estabelecimentos comerciais com o objetivo de proteger a saúde da população e coibir a comercialização de produtos em desacordo com as normas sanitárias.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: Ministério Público do RS
