Um forte temporal acompanhado de granizo e vendavais provocou diversos estragos no município de Marquinho, na região central do Paraná, na tarde deste domingo (1º). A tempestade danificou residências, prédios públicos, escolas, unidades de saúde e estabelecimentos comerciais.

As pedras de gelo cobriram quintais e ruas, enquanto os ventos intensos causaram destelhamentos e danos em diferentes estruturas. Segundo estimativa da prefeitura, até 70% da cidade pode ter registrado algum tipo de prejuízo em decorrência do fenômeno climático.
Entre os prédios públicos atingidos estão as três escolas municipais: Rui Barbosa, Cândido Xavier e Jânio Quadros. Também foram registrados danos em postos de saúde, no Centro de Eventos e na sede da prefeitura.
As comunidades do interior mais afetadas foram Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará. O Corpo de Bombeiros está organizando a distribuição de lonas na Prefeitura Municipal para atender os moradores que tiveram suas casas destelhadas.
A tempestade também provocou problemas no fornecimento de energia elétrica. De acordo com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), aproximadamente 2,4 mil unidades consumidoras ficaram sem luz, o equivalente a quase 99% do município. A empresa mobilizou equipes para reparar os danos na rede elétrica, que incluem a queda de postes.
Até a última atualização das informações, não havia confirmação de pessoas feridas, desalojadas ou desabrigadas em Marquinho.
O município de Laranjal, localizado a aproximadamente 60 quilômetros de Marquinho, também registrou estragos. Naquela cidade, os principais danos foram verificados na zona rural, onde algumas residências ficaram parcialmente destruídas. A Defesa Civil ainda realizava o levantamento dos prejuízos.
Previsão do tempo
A previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indica possibilidade de continuidade das chuvas em Marquinho pelo menos até sábado (7). O Paraná também recebeu alertas para ocorrência de novos temporais durante o feriado e ao longo da semana.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
