Close Menu
    • Início
    • Sobre
    • Contato
    • Categorias
      • Agronegócio
      • Clima
      • Colunistas
      • Culinária
      • Cultura
      • Direitos Humanos
      • Economia
      • Emprego
      • Editorial
      • Educação
      • Eleições
      • Emprego
      • Ensino
      • Esporte
      • Estado
      • Estradas
      • Geral
      • Humor
      • Justiça
      • Lazer
      • Literatura
      • Meio Ambiente
      • Mistério
      • Mobilidade Urbana
      • Mundo
      • Música
      • Notícias
      • Obras
      • País
      • Polícia
      • Política
      • Previsão do Tempo
      • Qualificação
      • Região
      • Religião
      • Saneamento
      • Saúde
      • Segurança
      • Tecnologia
      • Trânsito
      • Transporte
      • Turismo
    Notícias RS
    • Início
    • Sobre
    • Contato
    • Categorias
      • Agronegócio
      • Clima
      • Colunistas
      • Culinária
      • Cultura
      • Direitos Humanos
      • Economia
      • Emprego
      • Editorial
      • Educação
      • Eleições
      • Emprego
      • Ensino
      • Esporte
      • Estado
      • Estradas
      • Geral
      • Humor
      • Justiça
      • Lazer
      • Literatura
      • Meio Ambiente
      • Mistério
      • Mobilidade Urbana
      • Mundo
      • Música
      • Notícias
      • Obras
      • País
      • Polícia
      • Política
      • Previsão do Tempo
      • Qualificação
      • Região
      • Religião
      • Saneamento
      • Saúde
      • Segurança
      • Tecnologia
      • Trânsito
      • Transporte
      • Turismo
    Facebook Instagram YouTube
    Notícias RS
    Início » Rio Grande do Sul já registra 81 tornados em 2026 e sequência de temporais preocupa para a primavera
    Estado

    Rio Grande do Sul já registra 81 tornados em 2026 e sequência de temporais preocupa para a primavera

    Fernando KopperFernando Kopper21 de agosto de 202605 Mins Read15

    O Brasil já registrou 81 tornados até o fim de julho de 2026, número próximo ao recorde de 92 ocorrências contabilizado em 2025. A maior concentração dos registros ocorre na Região Sul, historicamente responsável por cerca de 70% dos tornados observados no país. Entre os episódios mais recentes está o tornado registrado em Giruá, no Noroeste do Rio Grande do Sul, no fim de julho.

    A ocorrência frequente de temporais severos no Estado está relacionada a uma combinação de fatores atmosféricos e geográficos. Segundo o meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, o Rio Grande do Sul está localizado em uma das regiões mais favoráveis à formação de tempestades severas no planeta, onde massas de ar quente e úmido, frentes frias, ciclones e fortes diferenças de vento em altitude atuam com frequência.

    Um dos principais componentes é o transporte de ar quente e úmido proveniente da Amazônia em baixos níveis da atmosfera. Esse fluxo se desloca próximo à Cordilheira dos Andes em direção ao Sul do Brasil e costuma ganhar força durante a noite, contribuindo para a ocorrência de temporais durante a madrugada.

    Os Andes também exercem influência importante. O ar que atravessa a cordilheira pode descer mais seco e quente pelo lado leste, favorecendo a formação de uma espécie de barreira sobre a camada de ar quente e úmido próxima da superfície. Quando uma frente fria ou outro sistema rompe essa condição, a energia acumulada pode ser liberada rapidamente, favorecendo tempestades de grande intensidade.

    Outro fator é o chamado cisalhamento do vento, caracterizado por mudanças significativas na velocidade e na direção dos ventos conforme a altitude. Esse ambiente permite que as tempestades se organizem e tenham maior duração, podendo formar supercélulas e linhas de instabilidade capazes de produzir chuva intensa, granizo, vendavais e, em determinadas situações, tornados.

    A passagem frequente de frentes frias e ciclones funciona como um gatilho para esses sistemas. Grandes complexos de tempestades podem começar a se organizar durante a tarde sobre o Paraguai e o norte da Argentina e avançar em direção ao Rio Grande do Sul, chegando ao Estado durante a madrugada já em estágio de desenvolvimento avançado.

    Apesar da sequência de eventos extremos, o aumento não pode ser atribuído da mesma forma a todos os fenômenos. Para a chuva extrema, há evidências mais consistentes de aumento. Já no caso de granizo, vendavais e tornados, a análise histórica é mais complexa, inclusive porque a capacidade de identificar e registrar esses fenômenos aumentou significativamente com o avanço de radares, satélites, celulares e redes sociais.

    Esse fator é especialmente importante no caso dos tornados. Ocorrências que no passado poderiam passar despercebidas, principalmente durante a noite ou em áreas rurais, atualmente têm maior possibilidade de serem registradas. Por isso, o aumento no número de registros não significa necessariamente que a quantidade real de tornados tenha crescido na mesma proporção.

    No Sul do Brasil, a maior frequência de tornados está concentrada no norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Outro dado chama atenção: historicamente, o período de maior ocorrência desses fenômenos na Região Sul está associado ao inverno, quando o cisalhamento dos ventos provocado pela atuação de frentes frias e ciclones é mais relevante.

    As mudanças climáticas também influenciam o comportamento das chuvas. Uma atmosfera mais quente consegue armazenar aproximadamente 7% mais vapor d’água para cada grau de aquecimento. Com mais umidade disponível, sistemas semelhantes aos que já ocorriam anteriormente podem produzir volumes maiores de precipitação.

    O cenário aumenta a preocupação com eventos de chuva extrema, principalmente porque obras de drenagem, infraestrutura e planejamento agrícola muitas vezes são baseados em padrões climáticos históricos. No campo, chuvas mais concentradas podem reduzir as janelas para plantio e colheita, dificultar a entrada de máquinas e provocar perdas de qualidade e produtividade.

    Outro fator que deverá ser acompanhado nos próximos meses é o El Niño. Segundo a atualização de agosto do Centro de Previsão Climática da NOAA, o fenômeno está em fortalecimento e há mais de 90% de probabilidade de que seja classificado como muito forte durante o período de outubro a dezembro de 2026.

    A NOAA também indica que o El Niño deverá continuar durante o início de 2027. A previsão oficial de agosto aponta 100% de probabilidade de permanência do fenômeno nos trimestres que abrangem o fim de 2026 e o início de 2027, embora a intensidade e os impactos regionais possam variar.

    No Rio Grande do Sul, o El Niño tende a aumentar a atenção para o excesso de chuva. O fenômeno favorece alterações na circulação atmosférica e pode contribuir para o transporte de umidade em direção à Região Sul. Isso, entretanto, não significa que o El Niño provoque automaticamente mais tornados, granizo ou vendavais.

    Para a agricultura, o período de maior intensidade previsto para o fenômeno coincide com etapas importantes da safra de verão. O excesso de umidade pode provocar encharcamento do solo, reduzir as janelas de plantio e dificultar operações mecanizadas.

    No caso do trigo, o cenário exige atenção especial porque períodos chuvosos durante o enchimento dos grãos e a colheita podem comprometer a qualidade do produto, aumentando riscos relacionados à germinação na espiga, doenças e redução de parâmetros importantes para a comercialização.

    A combinação entre a localização geográfica do Rio Grande do Sul, o transporte de umidade amazônica, a influência dos Andes, o cisalhamento dos ventos, a passagem de frentes frias e ciclones e a atuação do El Niño mantém o Estado entre as áreas mais expostas a temporais severos no Brasil.

    Para os próximos meses, meteorologistas recomendam atenção às atualizações das previsões e aos alertas de curto prazo, especialmente durante a primavera, quando a combinação de calor, umidade e sistemas frontais pode favorecer episódios de tempo severo.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fonte: Agrolink
    Foto: Reprodução

    Fernando Kopper

    Assuntos Relacionados

    Estado

    Temporal com ventos de até 90 km/h destelha 20 imóveis e danifica escola em Sant’Ana do Livramento

    9 de outubro de 2026
    Estado

    Temporais deixam mais de 10 mil pessoas afetadas e provocam estragos em 13 municípios do RS

    8 de outubro de 2026
    Estado

    RS chega a 60 feminicídios e IGP cria núcleo especializado para qualificar perícias

    8 de outubro de 2026
    Estado

    Rios seguem acima da cota de inundação no RS, mas níveis começam a baixar em parte do Estado

    7 de outubro de 2026
    Estado

    Empresas que não fizeram recadastramento anual podem ter inscrição estadual suspensa no RS

    7 de outubro de 2026
    Estado

    Zucco coloca ferrovias e infraestrutura entre prioridades do futuro governo do RS

    7 de outubro de 2026
    Últimas Notícias

    Pavilhão da Coxilha Nativista recebe nome dos irmãos Airton e Ivonir Machado em Cruz Alta

    10 de outubro de 2026

    Capotamento na RSC-377 deixa três pessoas da mesma família feridas entre Ibirubá e Cruz Alta

    10 de outubro de 2026

    Colisão entre Jeep e Ford Fiesta deixa quatro pessoas feridas na BR-158, em Júlio de Castilhos

    10 de outubro de 2026

    Homem de 32 anos é encontrado morto dentro de poço no bairro Jardim Primavera, em Cruz Alta

    10 de outubro de 2026
    Todos direitos reservados NotíciasRS © 2026
    • Início
    • Política de Privacidade
    • Quem Somos
    • Termos de Uso
    • Contato

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.