A colheita do milho está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, alcançando 99% da área cultivada. Os dados constam no mais recente Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, que aponta que restam apenas pequenas áreas a serem colhidas, principalmente em propriedades de menor porte distribuídas em diferentes regiões do Estado.
Na região administrativa de Bagé, as lavouras implantadas mais tardiamente e os cultivos de safrinha seguem em fase de colheita, representando menos de 5% dos 56.571 hectares cultivados. Com o encerramento da safra, os produtores já iniciam o planejamento do próximo ciclo produtivo. Em Maçambará, a previsão de ocorrência do fenômeno El Niño tem incentivado agricultores que cultivam em áreas de sequeiro a ampliar os investimentos na cultura, diante da expectativa de melhores condições de disponibilidade hídrica.
Na região da Serra e das Hortênsias, vinculada à Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, restam apenas pequenas áreas de produtores familiares para serem colhidas. Nessas propriedades, a colheita ocorre de forma escalonada, utilizando máquinas de pequeno porte ou de forma manual. Após a retirada dos grãos, a produção é armazenada em espigas ou a granel para consumo nas próprias propriedades.
Na região administrativa de Ijuí, os trabalhos também estão em fase final, com poucas lavouras ainda aguardando a conclusão da colheita.
Já na região de Pelotas, as condições climáticas registradas nas últimas semanas dificultaram o avanço dos trabalhos. Dias de céu encoberto, nevoeiros, excesso de orvalho nas manhãs e as chuvas ocorridas em 12 de junho atrasaram as atividades no campo. Atualmente, 87% das lavouras já foram colhidas, enquanto os 13% restantes encontram-se maduros e prontos para a colheita. Os cerealistas seguem recebendo a produção para secagem, armazenamento e posterior comercialização.
Na região administrativa de Soledade, as áreas semeadas em períodos intermediários e tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) permanecem na fase de enchimento de grãos. Apesar das adversidades climáticas enfrentadas durante o ciclo, a produtividade é considerada satisfatória. As temperaturas mais baixas e a menor incidência de radiação solar prolongaram o período de maturação, fazendo com que os grãos fossem colhidos com maior teor de umidade, exigindo processos de secagem antes do armazenamento para garantir a qualidade da produção.
Preço do milho apresenta leve queda
No mercado, a pesquisa semanal da Emater/RS-Ascar apontou uma pequena redução no preço pago ao produtor. O valor médio da saca de 60 quilos passou de R$ 58,98 para R$ 58,91, representando uma queda de 0,12% em relação ao levantamento anterior. Apesar da variação discreta, o comportamento dos preços segue sendo acompanhado pelos produtores, que já voltam suas atenções para o planejamento da próxima safra.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
