A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu, nesta sexta-feira (17), o inquérito que apura o desaparecimento da família Aguiar, ocorrido em janeiro deste ano em Cachoeirinha. Considerada uma das maiores investigações da história da corporação, a apuração reúne mais de 20 mil páginas e cerca de 10 terabytes (TB) de dados. O material foi encaminhado ao Ministério Público do Rio Grande do Sul logo após o anúncio oficial.
De acordo com o delegado Ernesto Prestes, seis pessoas foram indiciadas pelos crimes investigados. Entre os nomes citados no relatório final está o do policial militar Cristiano Domingues Francisco, cuja participação é apontada no inquérito.
Desde o início das investigações, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de feminicídio contra Silvana Aguiar, além de duplo homicídio contra os pais dela, Isail e Dalmira, e três casos de ocultação de cadáver. Conforme o delegado Anderson Spier, há uma “vasta reunião de elementos” que sustenta a linha investigativa adotada.
Silvana desapareceu no dia 24 de janeiro. Imagens de câmeras de segurança registraram duas entradas de um veículo Volkswagen Fox vermelho na residência dela naquela noite. O carro chegou ao local por volta das 20h35min, permanecendo por cerca de oito minutos. Mais tarde, às 21h28min, o automóvel branco de Silvana entrou na garagem e não saiu mais.
Por volta das 23h30min, o Fox vermelho retornou ao imóvel, permanecendo por pouco mais de dez minutos antes de deixar o local novamente. A 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha investiga a identificação da placa do veículo, com suspeita de clonagem.
Ainda no dia do desaparecimento, uma publicação atribuída a Silvana foi feita nas redes sociais, relatando um suposto acidente de trânsito durante o retorno de Gramado. A investigação concluiu que o acidente não ocorreu.
Os pais de Silvana, Isail e Dalmira, desapareceram no dia 25 de janeiro, após tomarem conhecimento da postagem. Eles teriam sido alertados por vizinhos e, ao tentarem registrar ocorrência, encontraram a delegacia fechada. Em seguida, buscaram ajuda com o ex-genro, por ele ser policial militar. Horas depois, foram vistos pela última vez ao entrar em um veículo desconhecido.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
