O plantio de arroz no Rio Grande do Sul segue avançando para a safra 2026/27, mas as condições de umidade do solo ainda dificultam o andamento dos trabalhos em algumas regiões produtoras. Até 29 de outubro, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) contabilizou 533,18 mil hectares semeados, o equivalente a 61,86% da área total prevista para o ciclo.
A concentração dos produtores nas atividades de implantação das lavouras também contribuiu para reduzir a participação dos vendedores no mercado físico, limitando o volume de negociações durante o período.
No mercado, o arroz em casca encerrou outubro com uma discreta recuperação nas cotações, mesmo diante do ritmo reduzido de comercialização. Entre os fatores que influenciaram o comportamento dos preços estão a valorização do dólar, a expectativa de aumento da demanda internacional e a menor disponibilidade do cereal para negociação.
Outro fator que contribuiu para a cautela no mercado foi a postura das indústrias beneficiadoras, que enfrentam dificuldades para comercializar o arroz beneficiado. Conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as vendas enfraquecidas do produto final e a dificuldade de repassar os custos de aquisição da matéria-prima limitaram o interesse das empresas em realizar novas compras.
A movimentação cambial registrada na última semana de outubro também trouxe novas perspectivas para o comércio exterior. Diante da possibilidade de recuperação da demanda internacional, parte dos vendedores optou por suspender temporariamente as negociações, aguardando melhores condições de mercado.
Apesar do número reduzido de operações concretizadas, a recuperação das cotações ao longo de outubro elevou o Indicador CEPEA/IRGA-RS à maior média mensal nominal desde fevereiro de 2025.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
