A antecipação do plantio da soja no Rio Grande do Sul foi solicitada por 127 propriedades rurais de 35 municípios gaúchos, totalizando 20.462,8 hectares. A medida permitiu que os produtores autorizados iniciassem a semeadura a partir de 15 de setembro, duas semanas antes do começo do calendário regular da cultura no Estado.
Em setembro, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) disponibilizou aos produtores um formulário para solicitar a antecipação do plantio. O procedimento foi estabelecido em conformidade com a Portaria SDA/Mapa nº 1.124/2024, de 25 de junho de 2024, mediante autorização excepcional ao calendário de semeadura.
Para obter a autorização, os produtores precisaram apresentar um plano de manejo da ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, considerada uma das principais ameaças fitossanitárias à cultura da soja.
A possibilidade de antecipação atende a uma demanda dos produtores rurais do Rio Grande do Sul, especialmente da região de Santa Rosa. As dificuldades climáticas registradas nas últimas safras têm prejudicado o estabelecimento inicial das lavouras, provocando a necessidade de replantio e impactos no desempenho das áreas cultivadas.
Segundo o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, a antecipação está relacionada às condições hídricas enfrentadas pelas lavouras, especialmente na faixa oeste do Estado.
“Identificamos que há demanda para antecipação da semeadura da soja na faixa oeste, muito em virtude da condição hídrica das lavouras durante a floração. O Departamento de Defesa Vegetal está monitorando as condições de ocorrência da ferrugem asiática nesses municípios e a Emater fará o acompanhamento da produtividade”, afirmou Felicetti.
A Seapi alerta que as áreas com plantio antecipado não estão amparadas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Dessa forma, eventuais perdas nessas lavouras não terão cobertura do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
A orientação reforça a importância de os produtores considerarem os riscos envolvidos na antecipação da semeadura, além de manterem o manejo fitossanitário necessário para proteger as lavouras contra a ferrugem asiática.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
