Uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta terça-feira (9) teve como alvo uma organização criminosa investigada por aplicar o chamado “Golpe do Falso Executivo”, esquema que causou prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil a uma empresa de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Batizada de Operação Interface, a ação cumpriu 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão contra suspeitos de integrar a quadrilha. Até as 8h30, 14 pessoas haviam sido presas. Os mandados foram executados nos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, com apoio do Ministério da Justiça.
De acordo com a investigação, os criminosos se passaram pelo presidente de uma empresa e entraram em contato com a gerente financeira utilizando um número de telefone falso, mas que exibia a fotografia do executivo. Como o dirigente estava em viagem e costumava solicitar pagamentos por mensagens, a funcionária acreditou que a solicitação era legítima.
Segundo a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, a abordagem dos criminosos foi elaborada por meio de uma estratégia de engenharia social, reproduzindo a forma habitual de comunicação utilizada pelo presidente da empresa.
Sem desconfiar, a gerente realizou diversas transferências bancárias para contas indicadas pelos golpistas. Os valores foram distribuídos entre diferentes destinatários. Apenas dois dias depois, ao perceber o elevado montante das operações e a rapidez com que os pedidos haviam sido feitos, ela verificou que o número utilizado não correspondia ao telefone verdadeiro do executivo e constatou que havia sido vítima de um golpe.
As investigações apontaram que o esquema era operado por criminosos do Mato Grosso, especialmente da região de Cuiabá. Conforme a Polícia Civil, o grupo utilizava uma estratégia de pulverização financeira para dificultar o rastreamento e a recuperação do dinheiro, fragmentando rapidamente os valores e transferindo-os para dezenas de contas bancárias em diferentes estados do país.
A Polícia Civil segue investigando a atuação da organização criminosa e o possível envolvimento de outros integrantes no esquema.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: G1
